A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta à população após a confirmação de 16 novos casos de sarampo no estado em 2026. A preocupação se intensifica especialmente nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a recomendação é que os moradores verifiquem e atualizem sua situação vacinal.
A doença, que já foi considerada eliminada no Brasil, tem demonstrado sinais de ressurgimento em decorrência da queda nas coberturas vacinais. A vacina tríplice viral, que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, é um pilar fundamental da saúde pública e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), integrando o Calendário Básico de Vacinação.
Aumento de casos e o alerta da saúde pública
Os 16 casos de sarampo confirmados em 2026 acendem um sinal de alerta para as autoridades sanitárias. A meta de cobertura vacinal de 95% para as duas doses da vacina tríplice viral está longe de ser alcançada, com a primeira dose registrando 77,5% e a segunda, apenas 65,5% neste ano. Essa lacuna na imunização coletiva cria um ambiente propício para a circulação do vírus e o surgimento de surtos.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por secreções respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Suas complicações podem ser graves, especialmente em grupos vulneráveis como crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade, podendo levar a pneumonia, infecções de ouvido e até inflamação cerebral.
Esquema vacinal e a dose de reforço em municípios específicos
Diante do cenário atual, a recomendação para os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com idade entre seis meses e 59 anos, é procurar os postos de saúde para receber uma dose de reforço da vacina sarampo, independentemente do histórico vacinal prévio. Essa medida visa criar uma barreira de proteção adicional nas áreas mais afetadas.
Para as demais cidades do estado, o esquema vacinal segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da SES-SP. Crianças, adolescentes e adultos que não completaram as doses indicadas devem buscar uma UBS para avaliação da caderneta de vacinação. Mesmo quem não possui comprovante ou está em dúvida deve procurar orientação médica.
Doses necessárias por faixa etária
- Crianças: Primeira dose aos 12 meses (tríplice viral); segunda dose aos 15 meses (preferencialmente tetraviral, que inclui varicela).
- Pessoas de 5 a 29 anos: Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias.
- Pessoas de 30 a 59 anos: Devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral.
- Trabalhadores da saúde: Duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.
A importância da “dose zero”
A




