Até poucas décadas atrás, a população em geral não demonstrava muito interesse em conversar sobre os impactos que os resíduos urbanos provocam em nossas vidas. Com certeza, um dos motivos é que falar sobre lixo não é um assunto que empolgue muitas pessoas. De alguns anos para cá, contudo, a preocupação com a gestão adequada de resíduos está ganhando cada vez mais importância, e isso ocorre tanto na casa das pessoas quanto em empresas, dos mais diversos portes e setores de atuação.
Há diversas razões que justificam essa mudança de comportamento e, entre elas, é razoável considerar que as iniciativas com foco em educação e conscientização ambiental são as principais responsáveis. E vale destacar que esse é um processo em evolução permanente.
Em um passado recente, as mensagens das ações destacavam principalmente a importância de reduzir, reciclar e reutilizar. Hoje em dia, contudo, as iniciativas seguem uma linha bem mais assertiva, com orientações claras sobre o que pode e deve ser feito para reduzir, reciclar e reutilizar. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a prefeitura investiu e continua investindo na ampliação da coleta seletiva, seja aumentando o número de bairros atendidos com esse serviço ou então instalando ecopontos.
Em outra frente, empresas estimulam os seus funcionários a separar os resíduos gerados no escritório, prédios residenciais orientam os moradores a adotar ações simples, como concordar em deixar de receber o boleto do condomínio em papel e usar apenas arquivos eletrônicos; e serviços de delivery de alimentos oferecem ao consumidor a opção de receber o pedido sem guardanapo e aqueles sachês de mostarda, maionese e ketchup.
Quando se fala em geração de lixo, a maioria das pessoas costuma apontar para a importância da reciclagem e a necessidade de aumentar o volume de materiais direcionado às centrais de triagem. É fato que a reciclagem é algo fundamental e ela tem crescido em São Paulo, mas, ainda mais importante do que separar os materiais recicláveis que serão recolhidos pelos caminhões da coleta seletiva, é reduzir a quantidade de resíduos que cada um de nós gera. E o motivo é simples: os aterros sanitários têm uma vida útil. Isso significa que se o volume que eles recebem aumenta, a vida útil projetada é menor. Mas, se a quantidade de lixo cair, a vida útil é estendida.
O caminho, portanto, não é apenas consumir menos, mas sim consumir melhor. Estamos falando em reduzir o desperdício, então, é importante comprar coisas que durem mais e que não representem geração de lixo. Em vez de suco de caixinhas, garrafas de refrigerante ou mesmo de água engarrafada, vale a pena – e é mais saudável – usar frutas para fazer bebidas naturais.
Isso também vale para alimentos industrializados, congelados e enlatados, entre outros, que muitas vezes vêm com embalagens em excesso. É importante estar atento à diferença entre “comprar o que precisa” e “comprar o que tem vontade achando que precisa”. Se depois o produto será usado apenas uma vez e ficará esquecido em um canto, é melhor deixar a ideia de lado. Evite, portanto, compras por impulso.
Ao reduzir a quantidade de lixo doméstico que geramos e encaminhar corretamente os materiais recicláveis para a coleta seletiva, além de beneficiar centenas de famílias de catadores das cooperativas cadastradas pela Prefeitura, que garantem o seu sustento com a venda de produtos como embalagens plásticas, papelão, latas etc., há também o ganho ambiental.
Para saber a hora e a data correta em que a coleta tradicional ou a coleta seletiva são realizadas em seu endereço, se você mora na zona leste ou na zona sul, entre no site http://www. ecourbis.com.br e procure a aba “horário da coleta”.




