Nova tecnologia em SP reduz em mais de 1h30 o tempo de resposta em vazamentos de água

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Nova tecnologia da Sabesp reduz em 1h30 o tempo de resposta a vazamentos em SP, economizando milhões de litros de água e reduzindo emissões de carbono.
Divulgação/Governo de SP
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A infraestrutura de saneamento em São Paulo passa por uma transformação digital significativa. Com o objetivo de otimizar a gestão hídrica e minimizar prejuízos causados por rompimentos de tubulações, a Sabesp iniciou a implementação dos chamados Setores de Manobra Remota (SMRs). A tecnologia permite que o controle do fluxo de água seja realizado à distância, eliminando a dependência exclusiva do deslocamento físico de equipes para manobras manuais emergenciais.

Eficiência operacional e agilidade no controle de vazamentos

O impacto prático da nova tecnologia é imediato. Em situações de vazamento, o procedimento tradicional exigia que técnicos se deslocassem até o ponto da ocorrência para fechar os registros, um processo que podia levar até duas horas. Com a automação dos SMRs, esse tempo é reduzido para apenas 15 minutos. A agilidade não apenas protege o pavimento e as vias públicas de danos maiores, mas também garante que a interrupção no fornecimento aos consumidores seja a menor possível.

Segundo Maycon Abreu, diretor regional da Sabesp, a solução integra inteligência de dados e sustentabilidade. A capacidade de prever e agir com precisão transforma a rotina operacional, permitindo que a companhia mantenha a resiliência do sistema mesmo diante de imprevistos na rede. Até o momento, 80 unidades já estão em operação, com uma meta ambiciosa de instalar 350 equipamentos até o segundo semestre de 2027.

Impacto ambiental e economia de recursos hídricos

Além da rapidez no atendimento, o projeto traz benefícios ambientais relevantes. A redução drástica na necessidade de deslocamento de veículos operacionais para manobras manuais projeta uma queda de mais de 70% nas emissões de CO₂ relacionadas a essas atividades. Este movimento alinha a companhia às metas globais de descarbonização e eficiência energética.

A economia de água é outro pilar central da estratégia. Estima-se que o sistema possibilite a preservação de cerca de 200 milhões de litros de água por mês. Em áreas onde a tecnologia já está ativa, a expectativa é reduzir as perdas decorrentes de rompimentos em até 87%, enquanto as reclamações de clientes sobre falta de água durante manutenções podem cair até 36%.

Expansão da rede inteligente em São Paulo e no ABC

A tecnologia SMR consiste em uma rede interconectada de válvulas e sensores que enviam dados em tempo real para uma central de controle. Atualmente, a implementação prioriza regiões estratégicas da capital paulista, como Jardins, Mooca, Ipiranga e Tamanduateí. Além da capital, os municípios de Santo André e Mauá, na região do ABC, já utilizam o sistema para monitorar e ajustar o abastecimento.

Este esforço faz parte de um plano maior do Governo de São Paulo, que prevê investimentos de quase R$ 9 bilhões até 2029. O montante será destinado à modernização de redes, digitalização de sistemas e combate ao desperdício, reafirmando o compromisso com a segurança hídrica do estado. Para acompanhar os desdobramentos desses investimentos e outras notícias sobre infraestrutura e serviços públicos, continue acessando o Fato Paulista, seu portal de referência para informações relevantes e atualizadas.

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