Sistema Cantareira entra em faixa de alerta após queda no volume de água

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Sistema Cantareira entra em faixa de alerta após volume útil atingir 39,87%. Entenda as medidas de controle e o cenário hídrico em São Paulo.
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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O Sistema Cantareira, que desempenha um papel vital no abastecimento da Grande São Paulo, iniciou nesta quarta-feira (1º) uma operação em faixa de alerta. A medida foi oficializada após o manancial registrar um volume útil de 39,87% na última terça-feira (30), cenário que acende um sinal amarelo para a gestão dos recursos hídricos na região metropolitana.

Entenda a mudança operacional no manancial

A decisão de elevar o nível de atenção foi tomada em conjunto pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). O enquadramento na chamada faixa operacional 3 ocorre sempre que o volume útil do sistema oscila entre 30% e 40%, exigindo um controle mais rigoroso sobre a retirada de água para o consumo humano e industrial.

O recuo nos níveis, embora previsto devido ao início do período seco, preocupa especialistas e autoridades. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o sistema operava com 47,33% de sua capacidade, observa-se uma redução significativa de 18,7%. Em maio, o volume útil estava em 40,52%, confirmando a tendência de queda gradual das reservas.

Gestão de demanda e possíveis restrições

Diante do novo cenário, a Sabesp recebeu autorização para captar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira. Além disso, a companhia mantém a estratégia de transposição de água a partir do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, localizado na bacia do Rio Paraíba do Sul, como forma de mitigar os impactos da estiagem.

Uma das medidas previstas para este estágio de alerta é a implementação da Gestão de Demanda Noturna (GDN). Esta estratégia consiste na redução da pressão da água na rede de distribuição durante um período de 10 horas, visando diminuir perdas e controlar o consumo nos horários de menor demanda. Vale ressaltar que a aplicação dessa medida depende da manutenção dos índices abaixo de 40% por sete dias consecutivos, condição que ainda não foi atingida.

Apelo ao consumo consciente

Em nota oficial, a gestão conjunta do sistema destacou que a prioridade atual é a eficiência operacional e a redução de desperdícios. As agências reguladoras reforçam que a colaboração da população é um pilar fundamental para garantir a segurança hídrica, incentivando o uso racional dos recursos disponíveis em residências e empresas.

O monitoramento dos níveis segue sendo realizado diariamente pelas autoridades competentes. O Fato Paulista continua acompanhando de perto os desdobramentos da situação hídrica no estado, trazendo informações apuradas e atualizadas para que você se mantenha sempre bem informado sobre os temas que impactam o seu cotidiano e o futuro da região. Siga conosco para mais atualizações sobre este e outros assuntos de relevância pública.

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