O projeto é desenvolvido especialmente para pessoas PCD. Na quinta feira dia 26 aconteceu a graduação em Faixa Azul no Estado da Bahia, através do trabalho on line com o sensei Francisco Orrico.
E no sábado dia 28 na Academia Cross Fênix em Itaquera, uma das sedes do projeto, aconteceu um treino de intercâmbio dos paratletas do Futsuro com equipe de Karatê do sensei Bruno Garcia que acabou gerando muito aprendizado e interação entre todos os participantes.
O evento também foi marcado pelo exame de graduação dos Senseis de Karatê no Kobudo e de novos instrutores. Faixa Azul: Ana e Paulo (sede de Mogi das Cruzes) e atleta Diego (sede Asmuco). As faixas foram entregues pelas crianças PCDs que participam do projeto.
“Nossos grandes bushis (colocar o significado entre os parênteses) da inclusão fizeram a entrega das faixas. Foi um momento de muita emoção e evolução pois estes intercâmbios
trazem a naturalidade e o conhecimento para ambos os lados. A superação destes paratletas é maravilhosa. Parabéns também a equipe de karatê e ao sensei Bruno Garcia, por esta importante iniciativa”, comentou a sensei Herta Martins, nitidamente emocionada.
A organização do evento faz questão de agradecer os convidados que prestigiaram: Zenaide (Subprefeitura de Itaquera), Roseli da Ong Abas Vitoriosas, Cida do Instituto Transformar de Mogi das Cruzes e agradecimentos pelo apoio ao Instituto Almas Azuis (autismo) na pessoa de Vanessa Venâncio.
Empresas interessadas em apoiar o Projeto Novo Olhar Inclusão podem entrar em contato diretamente com a sensei Herta pelo fone-zap 11 9 8628-6842.
Depoimento da semana

O pequeno Marcelo Oliveira dos Santos Cardozo – 7 aninhos, tem o diagnóstico de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e é aluno do projeto de Parakobudo desde agosto do ano passado. Vala ressaltar que seus pais já vêem melhoras no desenvolvimento e na socialização do jovem atleta.
O pai Adilson Oliveira dos Santos e a mãe Tatiane Cardozo contam que conheceram o projeto através de uma indicação feita através de pais, onde o jovem atleta faz demais terapias.
Foram elaboradas três perguntas aos pais do jovem atleta. Veja abaixo:
1) Com esse esporte, que segue hoje misturado com crianças de diagnóstico diferentes, o que acredita ter mudado na vida e socialização dele?
Ficou mais calmo, mais sociável e mais participativo das atividades. Desde muito novinho já faz bastante terapia e a socialização não é um problema pra ele. Mas percebo nas demais crianças, como isso tem melhorado com a prática do esporte.
2) Como país atípicos, de maneira geral, como acreditam que o esporte ajuda na integração e socialização das crianças?
Ajuda demais, nossos filhos vivem isolados, no próprio mundo deles e as vezes são individualistas, o que á uma característica comum nesse caso. O esporte ensina como viver em sociedade, com pessoas de todos os tipos de diagnósticos onde o esporte é recomendado… ajuda em noção de tempo e espaço, também na concentração, desviando um pouco o Hiper-foco.
3) Encontram alguma dificuldade de inclusão nos demais esportes?
Sim…
Muitos esportes ainda não estão adaptados para inclusão e é por isso que o Projeto Parakobudo está lutando para que as nossas crianças tenham o mesmo direito de crianças não atípicas.
O Projeto da Sensei Herta, cresce cada dia mais em número de crianças e contamos com a colaboração de todos para manter o projeto. Só tenho a agradecer…
Fonte: Joyce Fernanda – Madrinha do Marcelinho




