Nova estação de tratamento de esgoto beneficia 270 mil pessoas na Baixada Fluminense

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saneamento - Nova ETE em Queimados beneficia 270 mil moradores na Baixada Fluminense, reduzindo poluição no Rio Guandu e melhorando a saúde pública local.
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A infraestrutura de saneamento básico na região metropolitana do Rio de Janeiro deu um passo significativo nesta segunda-feira (22). Com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados, cerca de 270 mil moradores das cidades de Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu passam a contar com um sistema moderno de gestão de resíduos. A unidade, erguida pela concessionária Águas do Rio, possui capacidade operacional para processar até 51 milhões de litros de esgoto diariamente, um volume que promete transformar a realidade sanitária local.

Impacto direto na saúde e qualidade de vida

A implementação da ETE Queimados é um marco para municípios que historicamente enfrentam desafios relacionados ao baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e à carência de serviços básicos. A falta de tratamento de esgoto é um dos principais vetores de doenças de veiculação hídrica, que sobrecarregam o sistema público de saúde. Dados do Instituto Trata Brasil apontam que, apenas em 2024, o país contabilizou 336 mil internações e cerca de 11,5 mil mortes associadas à precariedade do saneamento, gerando um custo de R$ 174 milhões aos cofres públicos.

Investimento e estratégia de expansão

O projeto foi viabilizado por meio de uma articulação que envolveu o programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estação ocupa uma área estratégica de 38,4 mil metros quadrados, situada nas proximidades do Rio Guandu. O aporte total destinado à ampliação da infraestrutura na região soma R$ 640 milhões, reforçando a necessidade de investimentos contínuos para universalizar o acesso à rede de esgoto.

Durante a cerimônia de entrega, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, ressaltou a importância da colaboração entre o setor público e a iniciativa privada. Segundo o gestor, a execução de obras dessa magnitude exige uma atuação conjunta entre governos e concessionárias para garantir a viabilidade técnica e financeira dos projetos.

Preservação do Rio Guandu

Além dos benefícios diretos à população, a operação da nova estação exerce um papel crucial na preservação ambiental. Antes da inauguração, os efluentes eram descartados sem tratamento na Bacia do Guandu. Agora, o processo de filtragem reduz drasticamente a carga poluidora despejada no manancial, que é o principal responsável pelo abastecimento de água de aproximadamente 9 milhões de pessoas em toda a região metropolitana.

A iniciativa faz parte de um plano de expansão mais amplo conduzido pela Águas do Rio. A concessionária já soma R$ 6,3 bilhões investidos em cinco anos de operação e projeta um aporte total de R$ 24 bilhões para os próximos anos. Radamés Casseb, diretor-presidente da Aegea, controladora da concessionária, reforçou que as obras não apenas recuperam mananciais, mas também impulsionam a geração de empregos e a melhoria dos indicadores de saúde pública na Baixada Fluminense.

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