Universalização do saneamento em São Paulo pode evitar emissão de 9,1 milhões de toneladas de CO₂

PUBLICIDADE
Estudo aponta que universalização do saneamento em São Paulo pode evitar a emissão de 9,1 milhões de toneladas de CO₂e até 2050.
que o esgoto não coletado ou lançado sem tratamento em rios e córregos gera emis
PUBLICIDADE

A universalização do saneamento básico no estado de São Paulo projeta um impacto ambiental significativo para as próximas décadas. Um estudo recente da MIT Technology Review aponta que a expansão dos serviços de água e esgoto tem o potencial de evitar a emissão de até 9,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) até 2050. O levantamento utiliza como base a atuação da Sabesp, que intensificou seus investimentos após o processo de desestatização conduzido pelo Governo de São Paulo.

O compromisso da gestão estadual é ambicioso: antecipar a universalização do saneamento de 2033 para 2029. Para alcançar essa meta, estão previstos quase R$ 70 bilhões em aportes até o fim desta década. Atualmente, os indicadores já demonstram avanços expressivos, com o abastecimento de água superando 87%, a coleta de esgoto atingindo 77% e o tratamento de resíduos alcançando 71% no período entre 2024 e 2026.

Saneamento como estratégia climática

O tratamento de efluentes é um dos pilares para o enfrentamento das mudanças climáticas. Quando o esgoto é lançado sem o devido tratamento em rios e córregos, ele gera emissões difusas de gases de efeito estufa. A ampliação da infraestrutura permite que essas emissões sejam controladas e mitigadas por meio de tecnologias mais eficientes nas estações de tratamento.

Atualmente, os efluentes respondem por cerca de 88% das emissões de gases de efeito estufa associadas às operações da Sabesp. A estratégia de descarbonização da companhia foca na modernização de grandes unidades na Região Metropolitana de São Paulo, como as estações de Barueri, ABC, São Miguel, Suzano e Parque Novo Mundo. Essas instalações concentram aproximadamente 60% das emissões relacionadas ao setor.

Inovação tecnológica e metas de prazo

Para cumprir o cronograma antecipado, a tecnologia desempenha um papel fundamental. Na ETE Parque Novo Mundo, por exemplo, foi adotada a tecnologia de lodo granular, uma solução escolhida pela eficiência em termos de custo e prazo, superando as limitações dos modelos tradicionais. Além disso, a companhia investe mais de R$ 4 bilhões na implementação de um sistema de medição inteligente, que deve se tornar o maior do mundo, inicialmente focado na capital paulista e em São José dos Campos.

Impactos sociais, econômicos e educacionais

Além dos benefícios ambientais, a universalização do saneamento atua como um motor de desenvolvimento socioeconômico. Estimativas indicam que os investimentos da Sabesp podem influenciar o PIB brasileiro até 2060, gerando cerca de 4,6 milhões de empregos. A correlação entre saneamento e renda também é clara: pessoas em áreas atendidas possuem uma renda média superior, de R$ 3.359, contra R$ 2.103 em regiões sem acesso.

A educação também colhe frutos dessa infraestrutura. Dados do Painel Saneamento Brasil revelam que estudantes em domicílios com banheiro próprio apresentam maior escolaridade média, com 8,49 anos de estudo, em comparação aos 5,31 anos daqueles que vivem em áreas sem saneamento. A saúde pública é o benefício mais imediato, reduzindo a incidência de doenças como diarreia e dengue, o que gera uma economia direta para o sistema público de saúde, seguindo a lógica da Organização Mundial da Saúde de que cada dólar investido em saneamento economiza mais de quatro dólares em custos médicos.

O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos dos investimentos em infraestrutura e sustentabilidade no estado. Continue conosco para se manter informado sobre as decisões que moldam o futuro das cidades e a qualidade de vida da população.

PUBLICIDADE

Deixe um Comentário