A Baixada Santista está prestes a vivenciar uma transformação significativa em sua infraestrutura de saneamento básico. Até 2029, a região receberá um aporte robusto de aproximadamente R$ 8 bilhões em investimentos, destinados a expandir e modernizar os sistemas de coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água. Este volume de recursos representa um salto de cinco vezes em relação à média anual de R$ 400 milhões aplicados entre 2017 e 2024, período anterior à desestatização da Sabesp pelo Governo de São Paulo.
A iniciativa promete não apenas melhorar a qualidade de vida dos moradores, mas também impulsionar a saúde pública e a preservação ambiental em cinco cidades da Baixada. A extensão das novas redes de esgoto, por exemplo, alcançará quase 400 quilômetros, uma distância comparável à que separa as capitais São Paulo e Curitiba, evidenciando a magnitude do projeto.
Investimento histórico impulsiona saneamento na Baixada Santista
Os R$ 8 bilhões previstos para a Baixada Santista até 2029, com uma média de R$ 2 bilhões por ano nos próximos quatro anos, marcam um novo capítulo para a região. Este montante é crucial para enfrentar desafios estruturais históricos no abastecimento de água e esgoto, que há décadas demandam soluções de grande porte. A desestatização da Sabesp, ocorrida em 2024, é apontada como um catalisador para a atração desses investimentos, que visam garantir a universalização dos serviços.
A expectativa é que a injeção de capital não só acelere a conclusão de obras pendentes, mas também permita a implementação de projetos inovadores, que utilizem tecnologias mais eficientes e sustentáveis. O impacto direto será sentido na redução de doenças de veiculação hídrica e na melhoria das condições sanitárias gerais dos municípios.
Expansão da rede de esgoto: uma jornada de São Paulo a Curitiba
O plano de expansão da coleta de esgoto é um dos pilares centrais do investimento. A ampliação de quase 400 km da rede de coleta em cinco cidades é um feito notável, que simboliza o compromisso com a cobertura total do serviço. As cidades beneficiadas e suas respectivas extensões de rede são:
- Cubatão: 15 km
- Guarujá: 18 km
- Itanhaém: 155 km
- Peruíbe: 48 km
- Praia Grande: 160 km
Essa vasta malha de tubulações permitirá que um número significativamente maior de residências tenha acesso à coleta de esgoto, um passo fundamental para o desenvolvimento urbano e a dignidade da população. A comparação com a distância entre São Paulo e Curitiba serve para ilustrar a dimensão do projeto, que demandará um esforço logístico e de engenharia considerável.
Modernização de estações de tratamento e impacto ambiental
Além da coleta, a Sabesp também focará na ampliação e modernização das estruturas que realizam o tratamento dos efluentes. A previsão é entregar a modernização de pelo menos seis Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) até 2030, o que terá um forte impacto positivo na saúde da população e no meio ambiente da Baixada Santista. As ETEs contempladas incluem:
- Bertioga: ETE Vista Linda e Centro
- Peruíbe: ETE P1
- Mongaguá: ETE Barigui e Bichoró
- Itanhaém: ETE Anchieta
- Cubatão: ETE Casqueiro
- Guarujá: ETE Vicente de Carvalho
A modernização dessas estações é vital para garantir que o esgoto seja tratado adequadamente antes de ser devolvido aos corpos d’água, prevenindo a poluição e protegendo ecossistemas sensíveis, como praias e mangues, que são cruciais para a economia local e para a biodiversidade.
Água potável: reforço na infraestrutura de abastecimento
Os investimentos na Baixada Santista não se restringem ao esgoto. O abastecimento de água também receberá atenção prioritária, com projetos que visam garantir maior segurança hídrica para a população. Entre as principais obras, destacam-se a Adutora Santos Guarujá, um investimento de R$ 134,7 milhões que levará água de Santos para o Guarujá por um canal subaquático, e a implantação do Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com capacidade total de 40 milhões de litros.
Adicionalmente, a nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Melvi, com capacidade de 1.270 litros por segundo, ampliará de forma estrutural a produção de água tratada para toda a Baixada Santista. Até 2029, a Sabesp planeja expandir 170 km de rede de água e 596 km de esgoto na região, além de construir 20 novos reservatórios, três estações de tratamento de água e seis de tratamento de esgoto, consolidando uma infraestrutura robusta e resiliente.
Acompanhamento e resultados: o programa Na Rota da Água
Para garantir a transparência e a efetividade dos investimentos, o Governo de São Paulo acompanha de perto as entregas no saneamento básico por meio do programa Na Rota da Água. Esta iniciativa monitora mais de 1.100 frentes de obras em andamento nas cidades contempladas pelo contrato da Sabesp, assegurando que os cronogramas sejam cumpridos e os resultados alcançados.
O programa já registrou entregas importantes em outras regiões, como obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Duas novas Estações de Tratamento de Esgoto foram concluídas em Caieiras e Franco da Rocha, e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário atende também Francisco Morato, na Grande São Paulo. Esses exemplos reforçam a abrangência e o impacto positivo das ações de saneamento em todo o estado.
Acompanhe o Fato Paulista para ficar por dentro das últimas notícias e análises sobre os investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento do estado de São Paulo. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada, ajudando você a entender os fatos que impactam sua vida e sua comunidade.




