Dormir bem é um pilar essencial para a saúde física e mental, mas a forma como descansamos pode deixar marcas duradouras no rosto e no colo. As chamadas rugas do sono, que surgem devido à compressão constante da pele contra o travesseiro durante a noite, tornaram-se um tema de atenção crescente nos consultórios dermatológicos.
Segundo o dermatologista Otávio Macedo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essas linhas, inicialmente temporárias, podem se tornar permanentes com o passar dos anos. O processo é agravado pela redução natural da produção de colágeno, proteína vital para a sustentação e firmeza do tecido cutâneo, que começa a declinar de forma mais acentuada a partir dos 30 anos.
A influência da postura noturna na formação de marcas
A posição adotada ao dormir é o principal fator mecânico por trás dessas marcas. Pessoas que possuem o hábito de dormir de lado ou de bruços exercem uma pressão contínua sobre regiões específicas do rosto. Essa compressão repetitiva, somada à perda de elasticidade natural da pele, facilita a fixação de vincos que, com o tempo, deixam de desaparecer ao acordar.
Para mitigar esse efeito, a recomendação dos especialistas é tentar, sempre que possível, dormir com o rosto voltado para cima. Essa postura elimina o atrito direto com o travesseiro. Caso a adaptação seja difícil, o uso de travesseiros anatômicos ou fronhas de seda pode ser um aliado, pois reduzem o coeficiente de fricção sobre a face e o colo durante a movimentação noturna.
Rotina de cuidados e ativos essenciais
Além das mudanças posturais, a manutenção de uma rotina de skincare é fundamental para preservar a integridade da pele. A utilização de produtos que contenham ativos como ácido hialurônico, vitamina C e retinol auxilia na hidratação profunda e no estímulo à renovação celular, combatendo os danos causados pela compressão e pelo envelhecimento natural.
O estilo de vida também desempenha um papel determinante. A exposição solar sem proteção, o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas são fatores que aceleram a degradação do colágeno, tornando a pele mais suscetível a marcas. Manter-se hidratado e seguir uma dieta equilibrada são medidas preventivas que complementam qualquer tratamento estético.
Procedimentos para tratar marcas já estabelecidas
Quando as linhas já estão instaladas, a medicina dermatológica oferece diversas alternativas para melhorar a aparência da pele. Entre os procedimentos citados por Otávio Macedo estão o uso de lasers, peelings químicos, toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico e skinboosters, além de técnicas voltadas especificamente ao estímulo de colágeno.
É importante ressaltar que não existe uma solução única. O tratamento deve ser sempre individualizado, respeitando as características biológicas e as necessidades específicas de cada paciente. A avaliação profissional em uma Sociedade Brasileira de Dermatologia é o passo mais seguro para definir a melhor conduta terapêutica.
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