A Baixada Santista deu um passo significativo em direção à segurança hídrica e ao saneamento básico com a entrega de novos centros de reservação de água tratada. Essas estruturas, que juntas somam uma capacidade impressionante de mais de 60 milhões de litros, representam um avanço substancial para a região, equivalente ao volume transportado por uma frota de 6 mil caminhões-pipa de médio porte. A iniciativa faz parte do maior ciclo de investimentos em saneamento da história da Baixada, impulsionado pela desestatização da Sabesp, promovida pelo Governo de São Paulo.
Desde julho de 2024 até 2025, a região recebeu um aporte de R$ 2,4 bilhões, direcionado para a modernização e expansão da infraestrutura. Os novos reservatórios são um marco nesse processo, prometendo mais resiliência no abastecimento e qualidade de vida para os moradores de diversas cidades litorâneas.
Reservatórios Baixada Santista: um salto na capacidade de armazenamento
Os oito Centros de Reservação (CR) já entregues estão estrategicamente distribuídos por municípios-chave da Baixada Santista. Entre eles, destacam-se o CR Mogiano e Caruara, em Bertioga; Morrinhos, no Guarujá; Prados Baixos, em Peruíbe; Rio Branco, em São Vicente; e Centro e Mambu-Branco, em Itanhaém. A capacidade combinada dessas unidades de armazenar mais de 60 milhões de litros de água tratada é um testemunho da escala do projeto, que visa garantir um fornecimento mais estável e robusto para a população.
Essa capacidade não apenas atende à demanda crescente, mas também fortalece a infraestrutura local contra eventuais interrupções no abastecimento, sejam elas decorrentes de manutenções ou condições climáticas adversas. A analogia com os 6 mil caminhões-pipa ilustra a magnitude do volume de água que agora pode ser estocado, proporcionando uma reserva vital para as comunidades.
Investimentos recordes e obras em andamento
O ciclo de investimentos na Baixada Santista não se limita aos reservatórios já entregues. A Sabesp projeta um total de R$ 8 bilhões em aportes nos próximos quatro anos, até 2029, para ampliar e modernizar de forma abrangente os sistemas de abastecimento de água e esgoto. Esse montante representa um aumento de cinco vezes no investimento em comparação com os períodos anteriores à desestatização, evidenciando o compromisso com a melhoria contínua dos serviços.
Diversas outras obras emblemáticas estão em fase de conclusão e prometem transformar ainda mais o cenário hídrico da região. Entre elas, a Travessia Subaquática Santos-Guarujá, que incrementará o fornecimento de água em 500 litros por segundo, e o CR Boqueirão, na Praia Grande, com capacidade para 30 milhões de litros. A Estação de Tratamento de Água (ETA) Melvi, também na Praia Grande, é outra iniciativa crucial, com previsão de fornecer 1,2 mil litros de água tratada por segundo.
Impacto social e expansão para áreas informais
A desestatização da Sabesp, iniciada em 2024, já demonstrou resultados concretos no acesso a serviços essenciais. Quase 230 mil pessoas passaram a ter acesso à água tratada, e 291 mil foram beneficiadas com a coleta e tratamento de esgoto na Baixada Santista. Esses números refletem um impacto direto na saúde pública e na qualidade de vida dos moradores.
Um dos aspectos mais relevantes do novo contrato é a inclusão de áreas informais e rurais, que antes não eram cobertas pela empresa. Desde 2024, 89.791 moradores dessas regiões passaram a ter acesso à água tratada, e 88.791 foram conectados à rede de coleta de esgoto. Essa expansão demonstra um esforço para universalizar o saneamento, alcançando comunidades que historicamente estiveram à margem dos serviços básicos.
Perspectivas futuras para o saneamento na Baixada
Até 2029, os planos da Sabesp para a Baixada Santista são ambiciosos e abrangem uma vasta expansão da infraestrutura. A previsão inclui a construção de 20 novos reservatórios, três estações de tratamento de água e seis estações de tratamento de esgoto. Além disso, a rede de distribuição será significativamente ampliada, com a adição de 170 km de rede de água e 596 km de rede de esgoto na região.
Essas projeções indicam um futuro promissor para o saneamento na Baixada Santista, com a expectativa de que a universalização dos serviços se torne uma realidade cada vez mais próxima. O investimento contínuo e a modernização da infraestrutura são pilares para garantir que a região continue a se desenvolver de forma sustentável, com acesso garantido a recursos hídricos e tratamento de esgoto adequados para todos os seus habitantes.
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