Mudança na chapa presidencial do PRTB
O cenário da disputa pela Presidência da República sofreu uma alteração significativa com a oficialização de Leonardo Avalanche como o novo nome do PRTB na corrida ao Palácio do Planalto. A decisão, consolidada no dia 14 de setembro, ocorreu após a formalização da renúncia de Pablo Marçal, que até então encabeçava a chapa da legenda.
A substituição foi realizada dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral, que encerrou as possibilidades de trocas de candidatos na mesma data. Com a mudança, Silvia Helena da Silva Pereira assume o posto de candidata a vice-presidente, compondo a nova configuração que já consta nos registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O impacto da decisão do TSE
A movimentação interna no PRTB foi impulsionada por um desdobramento jurídico decisivo. Na sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, o registro da candidatura de Pablo Marçal. O colegiado acolheu a tese do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou a ausência de filiação partidária de Marçal ao PRTB dentro do prazo da janela partidária, encerrado em abril deste ano.
Na ocasião, ficou comprovado que o político ainda mantinha vínculos com o União Brasil durante o período exigido por lei para a troca de legenda. Este entrave burocrático tornou inviável a manutenção de sua candidatura, forçando a sigla a buscar uma alternativa imediata para não ficar fora do pleito.
Antecedentes e inelegibilidade
Além da questão da filiação, a trajetória eleitoral de Pablo Marçal enfrenta outros obstáculos jurídicos severos. O político encontra-se inelegível até o ano de 2032. Esta restrição é fruto de uma condenação por abuso de poder político e econômico, ocorrida durante o período em que disputou a prefeitura de São Paulo, em 2024.
A sucessão no comando da chapa, agora sob a responsabilidade de Leonardo Avalanche — que anteriormente ocupava a posição de vice e também precisou renunciar para assumir a cabeça de chapa —, reflete a tentativa do PRTB de manter sua representatividade na disputa nacional. A transição marca um momento de reestruturação para o partido, que agora foca seus esforços na nova composição oficializada perante a Justiça.
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