Fundo Baobá seleciona dez grupos de mulheres negras para receber R$ 300 mil cada até 19 de outubro

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O Programa Marielle Franco, do Fundo Baobá, selecionará dez grupos de mulheres negras para receber R$ 300 mil cada. Inscrições abertas até 19 de outubro.
Fundo Baobá seleciona dez grupos de mulheres negras para receber R$ 300 mil cada até 19 de outubro
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O Fundo Baobá anunciou a abertura da segunda edição do Programa Marielle Franco, uma iniciativa estratégica voltada ao fortalecimento de organizações, grupos e movimentos sociais liderados por mulheres negras em todo o Brasil. O edital busca oferecer suporte financeiro e institucional para que essas coletividades ampliem seu impacto social e sustentabilidade a longo prazo.

Estrutura do apoio e critérios de seleção

Nesta nova rodada, serão selecionados dez grupos, cada um contemplado com um aporte de R$ 300 mil. O recurso será distribuído ao longo de 20 meses, permitindo que as organizações invistam tanto no desenvolvimento institucional quanto no fortalecimento de suas lideranças. As inscrições devem ser realizadas até o dia 19 de outubro diretamente pelo site oficial do Fundo Baobá.

Para participar, os grupos podem possuir ou não CNPJ, desde que tenham iniciado suas atividades até 2024. Um dos requisitos fundamentais é a representatividade: a composição da diretoria e do quadro de integrantes deve ser formada por, no mínimo, 85% de mulheres negras. O processo de seleção ocorrerá em quatro etapas, incluindo análise de pré-requisitos, avaliação de formulários, entrevistas e a decisão final por um Comitê de Seleção.

Foco em territórios e diversidade

O edital estabelece critérios de prioridade para situações de empate, visando alcançar grupos que historicamente enfrentam maiores barreiras no acesso a financiamentos. Iniciativas localizadas nas regiões Norte e Nordeste, bem como coletivos formados por mulheres quilombolas, ribeirinhas e de comunidades tradicionais, terão preferência. A seleção também valoriza a atuação em áreas periféricas, rurais e do interior do país.

Além da localização geográfica, o programa prioriza a diversidade interna das organizações. Serão valorizados projetos que promovam a participação intergeracional, a inclusão de mulheres com deficiência e o protagonismo de mulheres negras LGBTQIAPN+. A ausência de histórico de financiamento anterior pelo Fundo Baobá também conta como um diferencial na avaliação.

Histórico e impacto institucional

A primeira edição do programa, realizada em 2019, serviu como um projeto-piloto que demonstrou a importância do investimento direto para a autonomia desses movimentos. Naquela ocasião, 15 grupos foram beneficiados com valores entre R$ 70 mil e R$ 170 mil. O suporte permitiu que essas organizações, muitas vezes enraizadas em contextos de vulnerabilidade, conseguissem profissionalizar sua gestão e ocupar espaços de decisão política e comunitária.

Tainá Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá, reforça que o objetivo central é garantir condições estruturadas para a continuidade das lutas sociais. Segundo a gestora, a ampliação das capacidades das lideranças é uma condição essencial para que essas organizações mantenham sua missão viva e atuante, enfrentando os desafios estruturais que permeiam o cenário brasileiro.

O Fato Paulista segue acompanhando as iniciativas de fomento à cidadania e aos direitos humanos. Continue conosco para se manter informado sobre editais, políticas públicas e os movimentos que transformam a realidade social em nosso país.

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