Prefeitura mantém toda a frota e reforça o sistema com mais 200 ônibus devido a greve

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Devido a greve 26 linhas tiveram seu itinerário ampliado, rodízio de veículos foi suspenso e foi decretado ponto facultativo
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A Prefeitura de São Paulo colocou 200 ônibus a mais nas ruas da capital, desde as primeiras horas desta terça-feira (3), como mais uma medida para amenizar impacto da greve do transporte público sobre trilhos. Também há o reforço com 238 técnicos da SPTrans nas ruas e 44 viaturas para dar apoio aos passageiros.

 

Ao acompanhar em tempo real o monitoramento dos ônibus e a movimentação pela cidade no Centro de Operações da SPTrans, o prefeito Ricardo Nunes explicou que normalmente a operação é feita com 11.934 ônibus. “Colocamos 200 ônibus a mais, portanto, 12.134 ônibus estão operando hoje na cidade, o dia inteiro, sem redução da quantidade de ônibus na cidade de São Paulo, visando atenuar esse problema da greve do Metrô e da CPTM. Nas linhas que não foram concedidas, porque as concedidas estão funcionando”, disse.

 

Além disso, a Secretaria Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e a SPTrans também ampliaram o itinerário de 26 linhas municipais de ônibus, para permitir que os passageiros consigam chegar mais próximo de locais com maior concentração de comércio e serviços.

 

“A gente estendeu as linhas porque são justamente os locais que eram servidos por Metrô, principalmente aqui na região central, a maioria delas saindo da Zona Leste, que é a região com o maior volume de pessoas que usam o transporte coletivo. Então existe a extensão das linhas para que as pessoas possam ter mais comodidade e chegar ao seu destino”, afirmou o prefeito.

 

Ao tomar conhecimento da greve anunciada por sindicatos de trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp para as primeiras horas desta terça-feira, a Prefeitura adotou uma série de medidas emergenciais para reduzir os impactos à população: decretou ponto facultativo, suspendeu o rodízio municipal de veículos com placas finais 3 e 4 durante todo o dia e determinou operação especial no transporte público por ônibus.

 

Está mantido o funcionamento de escolas e creches, unidades de saúde, serviços de segurança urbana, de assistência social, do serviço funerário, além de outras unidades cujas atividades não possam sofrer descontinuidade.

 

“Por que excetuamos a educação? A cidade de São Paulo tem um milhão e oitenta mil alunos, quase meio milhão são criancinhas de creche, e era importante manter a utilização das creches, porque tem muitas mães que inclusive trabalham nessas linhas do Metrô que estão operando, que são motoristas de ônibus, para elas poderem deixar suas crianças e ir trabalhar”, explicou Nunes.

 

O prefeito ressaltou ainda que, apesar de o rodízio de veículos estar suspenso, continua em vigor a proibição de utilização das faixas e corredores de ônibus. “Não entrem na faixa de ônibus, a gente tem que deixar o corredor livre, até porque aumentamos o número de ônibus, temos que deixar o corredor livre para os ônibus fluírem.”

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Apesar do grande impacto no trânsito, o prefeito ressaltou que, pela manhã, a situação estava sob controle. Por volta das 7h, o índice de lentidão estava em 443 km, contra 214 km de lentidão registrados ontem no mesmo horário. “O índice de lentidão está bem mais alto que ontem, mas está sob controle, a gente está até um pouco surpreso. Me parece que as pessoas estão fazendo um pouco de escalonamento dos horários. Tem bastante trânsito, mas não chega a ser algo muito intenso”, afirmou.

 

Sobre as pessoas que eventualmente perderam sua consulta, exame ou cirurgia, Nunes afirmou que “ninguém terá prejuízo”. “Vamos reordenar isso, é só fazer a ligação para a central de atendimento e nós vamos fazer a remarcação de exames e consultas para que ninguém seja prejudicado.”

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