O cenário político de Pernambuco amanheceu em luto após a confirmação da morte do deputado estadual Waldemar Borges, aos 67 anos. O parlamentar, que possuía uma trajetória de quase quatro décadas de vida pública, faleceu no último sábado (4), em Recife, em decorrência de um câncer contra o qual lutava nos últimos meses.
A notícia, que repercutiu nacionalmente, foi confirmada por meio de uma nota oficial emitida por sua família, incluindo sua esposa, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. O falecimento encerra um capítulo importante da história legislativa do estado, onde Borges consolidou seu nome como um articulador político de perfil conciliador e defensor do diálogo.
Uma vida dedicada ao serviço público em Pernambuco
A carreira de Waldemar Borges foi marcada por uma atuação constante em diversas esferas do poder. Antes de chegar à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 2010, onde cumpriu sucessivos mandatos, ele construiu uma base sólida na política municipal recifense. Entre 1989 e 2004, exerceu quatro mandatos como vereador, chegando a presidir a Câmara Municipal do Recife.
Sua influência não se restringiu ao Legislativo. Ele ocupou cargos estratégicos em gestões estaduais e municipais, atuando como secretário nos governos de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Além disso, esteve à frente da Empresa Municipal de Informática (Emprel) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Recife, demonstrando versatilidade na gestão pública.
Repercussão política e homenagens oficiais
A perda de uma liderança com tamanha capilaridade gerou manifestações de pesar em todo o espectro político. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou suas redes sociais para prestar solidariedade à família, destacando o papel de Borges como uma das principais vozes do PSB em Pernambuco e um defensor incansável da democracia.
No âmbito estadual, a governadora Raquel Lyra decretou luto oficial de três dias em reconhecimento aos serviços prestados pelo parlamentar. O prefeito do Recife, João Campos, também se manifestou, relembrando a relação de proximidade e amizade que o deputado mantinha com seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, ressaltando o legado de coerência deixado pelo político.
Despedida e legado parlamentar
O deputado estava afastado de suas funções na Alepe para o tratamento da doença, tendo solicitado uma licença de 180 dias. Durante esse período, o suplente Cayo Albino assumiu a cadeira no Legislativo. O velório foi realizado na sede da Assembleia Legislativa, reunindo lideranças, familiares e amigos que foram prestar as últimas homenagens.
O sepultamento ocorreu no Cemitério Morada da Paz, em Paulista. Waldemar Borges deixa a esposa, Luciana Santos, e os filhos Waldemar, Mariana e Luan. Conforme destacado em nota pela família, o parlamentar deixa uma lacuna na vida pública, sendo lembrado não apenas pelos cargos que ocupou, mas pela capacidade de articulação e pelo compromisso social que pautaram sua atuação ao longo de quase 40 anos. Para mais detalhes sobre o cenário político regional, acompanhe as atualizações da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
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