A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar o vereador Camilo Cristófaro (sem partido) pelo crime de racismo após ele ter dito uma frase racista na última terça-feira (3) durante sessão na Câmara Municipal de São Paulo. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio de sua assessoria de imprensa.
De acordo com a pasta, a A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai apurar a declaração do parlamentar, que disse: “Não lavar a calçada…é coisa de preto, né?”. A fala de Cristófaro foi vazada num áudio do próprio vereador durante a sessão da CPI dos Aplicativos. Ele participava remotamente da reunião.
A bancada de vereadores do PSOL já havia solicitado na quarta-feira (4) que a Decradi investigasse Cristófaro por racismo. No documento apresentado à Decradi, os vereadores Luana Alves, Érika Hilton, Paula Nunes e Celso Giannazi afirmam que “o termo ‘coisa de preto’ apresenta ofensa extensiva a toda a população negra, vez que é usado para atribuir a pessoas dessa origem étnico-racial práticas de cunho duvidoso, incompetente e desonesto”.
“A ofensa proferida é contra uma coletividade, toda uma raça, não há especificação do ofendido. (…) Enquanto problema social, o racismo manifesta-se pela depreciação do outro, sua inferiorização e exclusão dos bens materiais e simbólicos capazes de lhe garantir uma existência digna. Trata-se de uma ideologia de dominação e ódio, que funciona como um sistema de subalternização de pessoas com relação a traços físicos, elementos visíveis”, disse o requerimento protocolado na polícia.
“Não podemos mais aceitar o racismo na sociedade e nem na Câmara Municipal. Ou punimos aqueles que cometem racismo ou estaremos sendo coniventes com estas atitudes violentas contra a maioria da população brasileira”, disse a covereadora Paula Nunes, signatária do pedido.
O que diz o vereador
Em nota divulgada nesta quarta (4), o vereador Camilo Cristófaro admitiu que cometeu um erro ao usar o termo racista e disse que “precisa passar por uma desconstrução desses preconceitos”.
O parlamentar também afirmou que “apesar de ter tido uma fala racista”, ele “não é racista em suas atitudes”.
“Um erro…cometi um erro…Eu peço




