O regime extinguiu os partidos existentes e criou um sistema bipartidário controlado.
Fim do pluripartidarismo:
Em 1965, através do Ato Institucional nº 2 (AI-2), o governo militar extinguiu todos os partidos políticos existentes, que eram herança da República populista (como o PTB, PSD, UDN) (PCB já estava na clandestinidade).
Em seguida, criou-se um sistema bipartidário, com apenas dois partidos autorizados:
Os dois partidos oficiais do Regime Miliar:
ARENA (Aliança Renovadora Nacional)
Partido de sustentação do regime militar. Reunia políticos conservadores, defensores do regime e de todo seu projeto.
MDB (Movimento Democrático Brasileiro)
Partido de oposição. Era o único espaço legal para a oposição ao regime com limitações. Abrigava desde moderados até algumas vozes mais críticas ao regime.
Características do bipartidarismo:
As eleições eram indiretas para cargos como presidente e governadores.
Fim do bipartidarismo (1979-1980):
Durante o governo do general João Figueiredo (último presidente militar), houve uma abertura política gradual.
Em 1979, com a Reforma Partidária e a Lei Orgânica dos Partidos, o bipartidarismo foi extinto.
Filme Indicado:
1964: O Brasil entre Armas e Livros
2019
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