O Partido Social Democrata Cristão (PSDC) foi fundado em 1995, como uma tentativa de reorganizar no Brasil o ideário da Democracia Cristã, corrente política inspirada nos valores do humanismo cristão, da moral religiosa e da economia social de mercado.
O PSDC surgiu em substituição à antiga Democracia Cristã (PDC), cassada pelo regime militar em 1965, e herdou dela parte de sua simbologia e princípios. Sua proposta era promover uma política baseada em valores familiares, defesa da vida, responsabilidade social e fé como fundamento da ética pública.
Durante a década de 1990, o PSDC manteve um perfil conservador e de direita moderada, defendendo a moral cristã, a valorização da família e a liberdade de iniciativa econômica, ao mesmo tempo em que pregava a solidariedade e a justiça social inspiradas na doutrina social cristã.
Apesar de representar um segmento ideológico definido, o partido teve baixo desempenho eleitoral e manteve presença limitada no Congresso Nacional, concentrando sua atuação em bases regionais.
Seu líder mais conhecido foi José Maria Eymael, que se tornou símbolo da legenda ao disputar diversas eleições presidenciais (1998, 2006, 2010 e 2014), sempre com discursos pautados pela “fé, família e trabalho”.
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O PSDC foi um dos partidos menores que conseguiram sobreviver por mais tempo com registro próprio, mas acabou passando por mudanças profundas no sistema partidário brasileiro.
Em 2019, acompanhando a tendência de fusões e reorganizações, o partido alterou seu nome para Democracia Cristã (DC), retomando oficialmente o nome histórico do antigo PDC.
Assim, o PSDC representou, entre os anos 1990 e 2010, a continuidade da tradição democrata cristã no país, buscando espaço dentro de um cenário político dominado por grandes siglas.
Mais que um partido, o PSDC foi o esforço de manter viva uma corrente política de valores morais e fé cristã, em meio à fragmentação partidária brasileira.




