Em uma família com 5 pessoas, portanto, são aproximadamente 35 quilos por semana, 150 quilos por mês e mais de 1.800 quilos por mês.
Esses números ganham outra dimensão, muito mais preocupante, quando eles são multiplicados pelos 12 milhões de pessoas que moram na cidade de São Paulo. É claro, portanto, que falar do lixo nosso de cada dia é um assunto muito sério.
Prova disso é que os especialistas do setor de limpeza urbana e gestão de resíduos calculam que daqui alguns anos a capital paulista terá que “exportar” para aterros sanitários em outras cidades o lixo gerado aqui. O motivo é que os aterros sanitários, que são obras de engenharia para receber o material que a população não quer mais em seus lares, têm uma vida útil.
Ao longo das últimas décadas, diversos aterros foram instalados em São Paulo e, atualmente, há em operação apenas um, que funciona no extremo leste da cidade e foi construído pela EcoUrbis. Ele entrou em operação em 2010 e as expectativas são de que continue recebendo resíduos até 2026, ou seja, por mais 5 anos. O problema é que não há mais áreas disponíveis em nossa cidade para construir outro aterro. Há quem possa imaginar que ainda há bastante tempo, mas o fato é que 5 anos passam bem rápido.
Sem dúvida, há diversos estudos sendo feitos para que a partir de 2026 essa situação esteja resolvida, mas, enquanto uma solução não é encontrada, a população pode e deve contribuir. Um passo importante nessa direção é todo mundo reavaliar alguns hábitos com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos que cada um gera diariamente.
E há inúmeras maneiras de diminuir a quantidade de resíduos e a principal medida é prestar atenção no que é colocado para fora de casa. Quantos sacos de lixo são levados para a calçada nos dias de coleta, tanto seletiva quanto tradicional? Essa tomada de consciência é o primeiro passo para uma mudança de postura. Algumas ações, bem simples, podem ser adotadas por qualquer um.
Uma delas é evitar levar para dentro de casa tantas embalagens. Repare na quantidade de embalagens que apenas vieram do supermercado ou loja para sua casa e foram descartadas em seguida. Muitos consumidores, atentos a esse excesso, têm inclusive optado pela compra de produtos a granel. Outros levam a própria sacola quando vão ao mercado ou feira.
Outra dica é tentar evitar ao máximo o desperdício. O motivo aí é tanto financeiro, pois os preços de todos os produtos têm subido sem parar, quanto ambiental e social. Basta ter em mente que, além de o arroz que sobrou e é jogado no lixo vai para o aterro e está deixando de alimentar pessoas que passam fome.
Faça doações e recicle
Está sobrando? Esquecido em um canto? Sem uso na prateleira, no armário, na gaveta? Doe. Vale para tudo. Quem faz uma festa em casa e, no final, percebe que sobrou mais que sua capacidade de consumo pelos próximos dias pode distribuir os alimentos entre os convidados ou vizinhos. Tem um livro que leu há anos e está lá na estante, acumulando poeira sem nunca mais ter sido manuseado? Doe a um amigo ou biblioteca comunitária. Outra opção é aproveitar a internet: há vários sites de classificados online e grupos em redes sociais em que é possível vender ou trocar seus produtos.
Consumiu apenas o necessário? Reduziu o uso de embalagens? Reaproveitou o que havia em casa? Eliminou o desperdício? Evitou ao máximo “jogar fora”? Então, está na hora de selecionar os recicláveis e colocar todos os materiais – latinhas de alumínio, papéis limpos, plásticos dos mais diversos tipos em um único saco e disponibilizar para a coleta seletiva. Coloque na rua até duas horas antes de o caminhão passar.
Para saber os dias e horários que os serviços de coleta seletiva e comum são prestados onde você, se você reside na zona leste ou sul basta acessar o site da Ecourbis e digitar o endereço ou o CEP – www.ecourbis.com.br.




