Nova reserva marinha na zona oeste do Rio protege ecossistemas e impulsiona pesca

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Nova reserva marinha na zona oeste do Rio protege 3 mil hectares de ecossistemas costeiros, unindo preservação, pesca e turismo sustentável.
Nova reserva marinha na zona oeste do Rio protege ecossistemas e impulsiona pesca
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A cidade do Rio de Janeiro ganhou uma nova unidade de conservação voltada para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da costa. Criada nesta semana, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá abrange uma área de 3 mil hectares na zona oeste da capital fluminense, integrando ambientes marinhos, ilhas e costões rochosos essenciais para a biodiversidade local.

A região protegida funciona como habitat estratégico para diversas espécies de animais e plantas, incluindo exemplares que atualmente enfrentam risco de extinção. Com limites estendidos desde a ilhota do Frade, em Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio, a nova demarcação busca frear pressões urbanísticas e ambientais sobre o litoral carioca.

Proteção da biodiversidade e garantia de sustento

O formato de reserva de desenvolvimento sustentável escolhido para a área tem como premissa básica aliar a rigorosa proteção dos ecossistemas marinhos à manutenção de práticas tradicionais e econômicas fundamentais para a região. Diferente de parques de proteção integral, esta modalidade permite o uso sustentável dos recursos naturais pelas comunidades locais.

Dessa forma, a iniciativa assegura condições legais e estruturais para que trabalhadores tradicionais continuem exercendo suas atividades sem comprometer o equilíbrio ecológico. A Agência Brasil detalha que o ordenamento da zona costeira beneficia diretamente setores produtivos de baixo impacto ambiental instalados na costa da zona oeste.

Turismo ecológico e pesca artesanal

Entre os principais pilares econômicos contemplados pela nova unidade estão a pesca artesanal e o turismo ecológico. A regulamentação da atividade pesqueira dentro de parâmetros sustentáveis ajuda a recompor estoques de peixes e crustáceos, garantindo a renda a longo prazo das famílias que dependem do mar.

Paralelamente, as belezas naturais de ilhas e costões rochosos ganham um importante instrumento de salvaguarda contra a degradação gerada pelo turismo desordenado. O ordenamento do fluxo de visitantes na região fomenta passeios guiados, mergulho de observação e outras vertentes do ecoturismo que valorizam a conservação da natureza.

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