Nova lei em SP impõe restrições ao comércio de animais em shoppings

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Nova lei sancionada por Tarcísio de Freitas altera regras para venda de animais em shoppings de SP, proibindo vitrines e exigindo novos cuidados.
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Mudanças na exposição de animais em centros comerciais

O cenário do comércio de animais de estimação em São Paulo passou por uma transformação significativa com a implementação da Lei nº 17.972/2024. A legislação, sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas,  estabelece diretrizes rígidas para pet shops instalados em grandes centros comerciais. O objetivo central da norma é combater práticas de maus-tratos e garantir condições de vida mais dignas aos filhotes expostos para venda.

A principal mudança sentida pelo público é a proibição do confinamento de cães e gatos em vitrines de vidro ou gaiolas que restringem a movimentação e causam estresse. Esses espaços, anteriormente comuns em corredores de shoppings, devem ser substituídos por áreas de convivência abertas, que permitam a interação assistida e respeitem o bem-estar dos animais.

Reviravolta jurídica sobre a castração precoce

Embora as regras de exposição tenham sido mantidas, o setor de criação de animais obteve uma vitória importante no âmbito judicial. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu trechos da lei paulista que tornavam obrigatória a castração cirúrgica de cães e gatos antes dos 120 dias de vida.

A decisão da Corte atendeu a argumentos de criadores profissionais, que sustentavam que a obrigatoriedade da cirurgia precoce poderia comprometer a integridade física dos filhotes e a preservação de linhagens específicas. Com a suspensão, a exigência de castração antes dos quatro meses perdeu o efeito prático, embora as demais normas de rastreabilidade e proteção animal continuem em pleno vigor no estado.

Novos requisitos para a comercialização legal

Para manter as portas abertas e operar dentro da legalidade, os estabelecimentos comerciais precisam agora seguir um protocolo rigoroso de transparência. Cada animal comercializado deve ser entregue ao novo tutor com um histórico completo, que inclui vacinação, microchipagem e registro em cadastros governamentais.

Além disso, é obrigatória a apresentação de um laudo veterinário detalhado, que ateste as plenas condições de saúde do animal. O descumprimento dessas normas sujeita os lojistas a penalidades administrativas severas e multas pesadas. A fiscalização busca coibir o tratamento de animais como meras mercadorias, priorizando a saúde e a ética no setor.

Conscientização e a importância da adoção

O debate sobre a venda de animais também reacende a discussão sobre a adoção responsável. Especialistas reforçam que, embora a compra de raças específicas seja uma escolha pessoal, a adoção oferece benefícios sociais e humanitários inegáveis, como a redução da superlotação em abrigos e o combate ao abandono.

Animais resgatados, em sua maioria, já chegam aos novos lares castrados e vacinados, facilitando a transição para a vida em família. A mudança na legislação paulista reflete uma sociedade cada vez mais atenta aos direitos dos animais, pressionando por um mercado que, se não puder ser substituído pela adoção, deve ser pautado pela responsabilidade total.

Para continuar acompanhando as principais mudanças legislativas e o impacto das novas normas no cotidiano dos paulistas, siga o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, relevantes e contextualizadas sobre os temas que movimentam o estado e o Brasil.

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