Marco legal do transporte público é sancionado com foco em novas fontes de custeio

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Lula sanciona marco legal do transporte público para diversificar financiamento e melhorar a qualidade do serviço nas cidades brasileiras.
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nova era para a mobilidade urbana no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a Lei nº 15.432/2026, que institui o Marco Legal do Transporte Público Coletivo. Publicada em edição extra do Diário Oficial da União no último domingo (14), a norma busca transformar a estrutura de mobilidade urbana no país, afastando-se do modelo tradicional em que o custo do sistema recai quase integralmente sobre a tarifa paga pelo passageiro.

A legislação, aprovada pelo Congresso Nacional em maio, propõe uma modernização na regulação e na operação dos serviços. O texto incentiva a diversificação das fontes de financiamento, abrindo espaço para debates sobre a implementação da tarifa zero e o uso de recursos como a Cide Combustíveis, publicidade e exploração comercial de espaços públicos para subsidiar o transporte.

Qualidade e sustentabilidade como pilares

Além da questão financeira, o novo marco estabelece parâmetros rígidos de qualidade para os sistemas de transporte. A lei exige que estados e municípios monitorem critérios essenciais, como pontualidade, regularidade, segurança e acessibilidade. Um ponto inovador é a possibilidade de vincular a remuneração das empresas operadoras ao desempenho real e à satisfação do usuário, incentivando a melhoria contínua do serviço.

O texto também prioriza a transição energética, incentivando a adoção de fontes renováveis na frota nacional. A criação de mecanismos de compartilhamento de dados e monitoramento em tempo real visa aumentar a transparência na gestão pública, permitindo que o cidadão tenha maior controle sobre a qualidade do serviço que utiliza diariamente.

Os motivos por trás dos vetos presidenciais

A sanção presidencial veio acompanhada de vetos estratégicos. Segundo comunicado oficial, o governo optou por retirar trechos que impunham obrigações financeiras rígidas a estados e municípios, como a exigência de custeio integral de gratuidades via orçamento público. A justificativa é a preservação da sustentabilidade fiscal e a proteção de benefícios já existentes.

O governo também vetou dispositivos que vinculavam obrigatoriamente 60% dos recursos da Cide Combustíveis para áreas urbanas e a isenção de pedágios para ônibus em rodovias. A avaliação técnica indicou que tais medidas poderiam gerar despesas obrigatórias sem fonte de custeio definida, criando riscos fiscais e ferindo a autonomia administrativa dos entes federativos.

Impacto na gestão e autonomia federativa

Ao preservar a autonomia de estados e municípios, o governo busca evitar a criação de novas despesas permanentes para a União. A estratégia é garantir que o modelo de gestão do transporte público permaneça flexível, adaptando-se às realidades regionais distintas do Brasil. Para aprofundar-se nos desdobramentos desta lei e acompanhar como as cidades brasileiras implementarão essas mudanças, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de referência em notícias com contexto e credibilidade.

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