Roberto Tibiriçá, maestro e referência da música sinfônica brasileira, morre aos 72 anos

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O maestro Roberto Tibiriçá, regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná, faleceu aos 72 anos em São Paulo após lutar contra um câncer.
Roberto Tibiriçá, maestro e referência da música sinfônica brasileira, morre aos 72 anos
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O cenário musical brasileiro perdeu uma de suas figuras mais respeitadas na madrugada deste sábado (3). O maestro Roberto Tibiriçá, nome fundamental na regência nacional, faleceu aos 72 anos em São Paulo. O artista enfrentava um tratamento contra um câncer e estava internado na capital paulista no momento de seu falecimento.

Desde 2022, Tibiriçá ocupava os cargos de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP). Sua trajetória, marcada pelo rigor técnico e pela sensibilidade na interpretação de grandes obras, deixou uma marca indelével nas principais instituições musicais do país, consolidando-o como um mestre da batuta e um formador de gerações de músicos.

Legado e trajetória na música brasileira

A carreira de Roberto Tibiriçá foi marcada por uma dedicação profunda ao repertório sinfônico. Sua atuação não se limitou apenas à regência, mas também à gestão artística, onde buscou elevar o nível das orquestras por onde passou. Um dos momentos mais significativos de sua trajetória ocorreu em 1994, quando assumiu a direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), instituição na qual também atuou como regente titular.

Ao longo das décadas, o maestro tornou-se uma referência pela capacidade de equilibrar a tradição erudita com a necessidade de aproximar o público da música de concerto. Sua gestão na OSP, iniciada em 2022, foi celebrada pela crítica e pelos músicos, que destacaram o refinamento que ele imprimiu ao grupo paranaense.

Repercussão no meio artístico e institucional

A notícia do falecimento gerou uma onda de homenagens nas redes sociais e em comunicados oficiais. O Centro Cultural Teatro Guaíra, por meio de seu diretor-presidente, Cleverson Cavalheiro, expressou profundo pesar pela perda do amigo e colaborador. Em nota, Cavalheiro ressaltou que, embora o maestro tenha partido, seu legado permanece vivo através da influência que exerceu sobre músicos e ouvintes.

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira também utilizou seus canais oficiais para lamentar a morte do regente. A instituição relembrou a importância histórica de sua passagem pela casa, sublinhando que a dedicação de Roberto Tibiriçá foi crucial para o fortalecimento da música orquestral no Brasil. O velório do maestro ocorrerá em São Paulo, com local e horário a serem definidos e divulgados pela família.

Impacto cultural e memória

A morte de Roberto Tibiriçá representa uma lacuna significativa para a cultura nacional. Em um momento em que as orquestras brasileiras buscam renovação e maior visibilidade, a ausência de um profissional com sua bagagem e capacidade de liderança é sentida por toda a classe artística. O maestro deixa não apenas uma discografia e registros de concertos memoráveis, mas também o exemplo de uma vida dedicada à excelência sonora.

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