Jogos eletrônicos e internet podem gerar ‘dependência’

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É possível sim os jovens se viciarem em jogos eletrônicos e internet. Inclusive o tema já foi discutido em congressos da Associação Brasileira de Psiquiatria e Psicólogos. Neste congresso foi destacado que o vício tecnológico pode ser um problema, semelhante às dependências químicas e que pode afetar o rendimento escolar.
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Sobre o tema, o Fato Paulista – on-line – ouviu a psicóloga Dra. Amanda Hayala que atua em diversas ações sociais voltadas a diversos segmentos societários, com foco sempre no bem estar psicológico das pessoas. Ela também é coordenadora do Departamento de Psicologia de uma das maiores entidades classistas do Brasil, a Acaapesp – Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo.

‘A Organização Mundial da Saúde – OMS – considera vícios em jogos eletrônicos como doença. É importante estarmos em alerta sobre as consequências físicas e emocionais’, comenta

A dra. Amanda aponta ainda que o vício em jogos eletrônicos pode desencadear sérios problemas psicológicos, principalmente em crianças e adolescentes, que passam a maior parte do tempo interagindo virtualmente, o que pode afetar no seu desenvolvimento interpessoal.

Pelo fato de Acaapesp ter mais de 100 sedes regionais espalhadas pelo Estado de São Paulo e pelo Brasil, a dra. Amanda convive com diferentes realidades de diversas culturas regionais, mas ela destaca que esta questão acontece de forma pulverizada. ‘Muitas vezes um adolescente do interior de São Paulo desenvolve o mesmo problema que acomete aquele que mora nos grandes centros. Lamentavelmente o vício em internet e jogos eletrônicos está em todo lugar’, lamenta.

O exagero de uso de tecnologia na vida pode causar quadros de depressão nos adolescentes. ‘O excesso do uso de tecnologia na vida dos adolescentes e jovens pode gerar impulsividade, depressão, ansiedade, psicose, sintomas obsessivos-compulsivos, ansiedade social, agitação, irritabilidade, perda de sentimentos e perturbação. Desses, parece que a depressão é a que mais possui correlação’, explica e vai além ao ressaltar que os adolescentes podem desenvolver até sentimentos de inferioridade por causa ‘da exposição das imagens que sugerem vidas perfeitas e beleza deslumbrante que pode ser o suficiente para reduzir a autoestima, justamente pela falta de maturidade emocional’

‘É necessário atenção e cuidado com as crianças e os jovens, ajudá-los e orientá-los a usar a tecnologia de forma consciente’, finaliza.

 

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