A lista é imensa e são de várias modalidades desde as mais variadas artes marciais, passando pelo boxe e pelo futebol. Pena que o Poder Público ainda não tenha percebido este potencial de forma ‘macro’ e não a mesmice de ações corriqueiras e, muitas vezes, meramente protocolares.
Para se ter uma ideia da história de Itaquera no Esporte, a primeira programação de lutas transmitida pela extinta TV Excelsior (anos 60) foi um grande evento que aconteceu no CMTC Clube e reuniu dois moradores do bairro: Romero El Ciclone e Mestre Davi. Vale lembrar que o Mestre Davi segue em atividade prestando consultorias e aulas de condicionamento físico.
Moradora do Conjunto José Bonifácio (Cohab 2), com apenas 13 anos e 6 de Jiu-Jitsu, Livia Barasine Correa já acumula 72 medalhas, 2 cinturões e 1 troféu.
Atualmente a pequena Livia da Cohab 2 está na categoria infanto-juvenil B / super pesado e graduada na faixa verde com branco, entre as principais conquistas vale destacar: Campeã brasileira 2018/2019/2022; Campeã Paulista (2x), Campeã da Copa São Paulo, Campeã Circuito Paulista (8x) e Campeã Mundial (2x).
A jovem atleta iniciou como muitos, em um projeto social no bairro (ai a importância de apoio efetivo do Poder Público aos projetos sociais-esportivos) depois passou a ser treinada por um dos grandes nomes do jiu-jitsu na região, o Mestre Caio Almeida da Academia Almeida J.J em Itaquera.
O Fato Paulista formulou a seguinte pergunta aos pais da revelação Livia da Cohab 2. ‘Porque escolheu esse esporte, e o como foi início?’
Os pais explicaram que a princípio surgiu como sugestão de amigos e familiares. “Sugeriram alguma arte marcial, daí matriculamos ela no projeto de judô que tinha na associação do bairro, daí começou a competir e tomar gosto pelo esporte, logo depois já começou a fazer o Jiu-Jitsu e não parou mais. Infelizmente para fazer o judô e o Jiu-Jitsu estava ficando inviável, pois os dois tem que ter muita dedicação. Ela acabou optando somente pelo Jiu-Jitsu, o judô ela treinou até o início de 2019 como atleta federada do Palmeiras”, explicam.
Vale ressaltar que mesmo com o sucesso no esporte, a jovem atleta está ‘com as notas em dia’, sendo uma aplicada aluna no Colégio Slalom onde cursa o oitavo ano do Ensino Fundamental.
Com uma admirável maturidade para os seus 13 anos, Livia destaca que ‘o jiu jitsu representa a minha paixão, representa o meu trabalho duro todo dia, porque quero que o jiu jitsu se torne a minha profissão no futuro’.
Os pais destacam que o maior desafio é “a rotina intensa de treinos, o trabalho duro, o suor no tatame todo dia, estar no peso da categoria é um dos desafios mais importantes para os campeonatos, pois se passar 1 grama do peso da categoria você está desclassificado, além de conseguir o valor de cada campeonato pois o custo para se manter nesse esporte é alto”
“Todas as competições tem suas dificuldades, mas o que eu acho mais difícil é o Campeonato Brasileiro pois tem um nível altíssimo ele é aberto para atletas de todo o Brasil, além disso no último campeonato agora em maio, na minha primeira luta eu acabei lesionando o ligamento do ombro, o que acabou dificultando, tive que manter a mente firme pra conseguir terminar as lutas e ser tri campeã”, finaliza a jovem campeã.




