Os méritos de uma medida como essa me parecem evidentes.
A consciência pública de que uma pessoa notável viveu ou trabalhou em uma casa ou em uma rua ou praticou ações que se imortalizaram em um determinado local aguça a reflexão dos cidadãos, mas não só. Na própria justificativa do PL 298/17, de minha autoria, explicamos que, além do valor inquestionável para a memória do nosso município, essa ação também amplia as opções turísticas da capital, com geração de renda e emprego para a população.
Tempos depois da sanção dessa lei, tive uma reunião com o então secretário Alexandre Youssef sobre a importância da sua aplicação. Ele nos disse na época que tinha a intenção de levá-la adiante e que o nosso texto lhe daria o necessário amparo legal. Isso acabou sendo feito por meio do Inventário Memória Paulistana.
Testemunhar a instalação dessas placas é gratificante. Entendo, porém, que ela não deva ser limitada às regiões centrais, mas expandida para as áreas mais periféricas.
Foi com esse pensamento que conversei com a secretária municipal de Cultura, Aline Torres, que se mostrou sensível a essa necessidade.
Conhecer a história de todas as regiões da cidade é fundamental para despertar a percepção de quem somos. Ajuda a aprender com os erros e acertos do passado e a tomar as melhores decisões.
Do alto da montanha de problemas e da sua notória complexidade, São Paulo precisa de cada um de nós.
Tenho certeza de que, com a lei das placas históricas, estamos agora mais preparados para fazer frente a esses desafios.