Impactos psicológicos em crianças e adolescentes durante a pandemia

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O jornal Fato Paulista ouviu a psicóloga, dra. Amanda Hayala sobre o assunto
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Até o mês de março nos Estados Unidos, desde o início da pandemia, o atendimento de emergência a crianças e adolescentes relacionados a saúde mental, haviam aumentado em 31%. Sobre esta questão , mas no Brasil, o Fato Paulista ouviu a psicóloga Dra. Amanda Hayala, que é diretora da Acaapesp- Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo. Conforme ela destacou ‘a pandemia representa um desafio na saúde mental, em especial em crianças e adolescentes ainda em desenvolvimento’

Recentemente a Academia Americana de Pediatria (APC) e a Associação de Hospitais Infantis (CHA) lançaram uma campanha de conscientização para destacar a crise crescente e compartilhar ideias sobre o que o governo e as comunidades podem fazer para garantir que as famílias tenham acesso a serviços de saúde mental.

No Brasil não tem sido diferente, os impactos psicológico em crianças e adolescentes tem preocupado, tanto por causa de perca de parentes próximos ou mesmo pela drástica mudança de rotina, com o ensino a distância. Agora as crianças tem que voltar a aprender a conviver no ensino presencial. Especialistas apontam que mesmo a volta ao presencial, gerou a necessidade de readaptação.

A diretora da Acaapesp destaca que: ‘A pandemia do corona vírus (COVID-19) é uma emergência na saúde pública e representa um desafio na saúde mental, em especial para crianças e adolescentes ainda em desenvolvimento.’

‘Para aqueles jovens que já tem uma história de transtornos mentais, os riscos são maiores’, completa.

A psicóloga ressalta que a pandemia trouxe impactos na saúde mental da juventude durante esse período da quarentena, considerando que o estresse psicológico é um dos mais relevantes fatores de risco. ‘Por isso os transtornos mentais decorrentes de situações estressoras podem tomar maior proporção na pandemia e prejudicar o desenvolvimento mental e físico’, explica.

Crises de ansiedade, irritabilidade, dificuldade para adaptação ao confinamento, falta de paciência para lidar com os pais e irmãos foram, segundo dra Amanda, os maiores problemas enfrentados pelas crianças e adolescentes.

Ela cita que o diálogo com os filhos com certeza pode ajudar nesta fase de ‘volta a vida normal’, porem ela aconselha que, se os problemas persistirem é fundamental procurar ajuda psicológica.

‘Muitas vezes uma simples conversa, já pode sim diminuir consideravelmente os impactos psicológicos que os filhos sofreram com a pandemia’, finaliza.

 

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