O Grupo Silvio Santos (GSS) oficializou uma movimentação estratégica de grande impacto no mercado corporativo brasileiro. Com o aval das herdeiras do icônico apresentador, o conglomerado concluiu a venda da Jequiti, sua marca de cosméticos, para o Grupo José Alves. A operação, confirmada pelo colunista Flávio Ricco, foi fechada pelo valor de R$ 536 milhões, encerrando um longo ciclo de busca por um comprador para o negócio.
Contexto da negociação e desafios financeiros
A Jequiti, fundada em outubro de 2006, consolidou-se como um braço importante do império de Silvio Santos, utilizando a força de alcance do SBT para alavancar suas vendas. A marca tornou-se onipresente na grade da emissora, especialmente através do patrocínio do game show Roda Roda, que funcionou como uma vitrine estratégica para os produtos da empresa entre 2008 e 2017, e novamente de 2021 a 2024.
Apesar da visibilidade, a operação enfrentava desafios financeiros significativos, operando no vermelho por um período prolongado. A busca por um novo dono já se arrastava há anos, com o próprio Silvio Santos participando ativamente das tratativas em vida. Em 2024, uma negociação com a farmacêutica Cimed chegou a avançar, mas não foi concretizada, mantendo a empresa sob o guarda-chuva do GSS até o desfecho atual com o grupo goiano.
Quem é o novo proprietário da marca
O comprador, o Grupo José Alves, é um conglomerado familiar com trajetória iniciada em 1962. Com sede em Goiás, a companhia possui um portfólio diversificado, atuando em setores que abrangem desde bebidas e educação até tecnologia e saúde. A aquisição da Jequiti representa uma expansão relevante para o grupo, que agora assume a gestão de uma marca com forte apelo popular e capilaridade nacional.
Legado e patrimônio familiar
A venda da Jequiti ocorre em um momento de reestruturação do patrimônio deixado por Silvio Santos, falecido aos 93 anos. Recentemente, a dimensão da fortuna do empresário tornou-se pública durante disputas judiciais envolvendo o inventário. Embora estimativas de mercado apontassem para R$ 1,6 bilhão, o valor real do espólio foi avaliado em R$ 6,4 bilhões, revelando uma estrutura financeira muito mais robusta do que a especulada anteriormente.
O processo de sucessão e gestão dos negócios permanece sob a responsabilidade das seis filhas do apresentador: Cíntia, Silvia, Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata, além da viúva, Iris Abravanel. Cada uma delas desempenha funções cruciais, seja na gestão administrativa do grupo ou na linha de frente da programação do SBT, garantindo a continuidade do legado deixado pelo patriarca.
O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos desta transição e os próximos passos do Grupo Silvio Santos no mercado. Continue conosco para se manter informado sobre as principais movimentações do setor empresarial e as notícias que impactam o cenário nacional com credibilidade e profundidade.




