Greve dos rodoviários no Rio de Janeiro chega ao segundo dia com audiência na Justiça

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Greve dos rodoviários no Rio entra no segundo dia com audiência no TRT para tentar encerrar paralisação e garantir frota mínima de ônibus.
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Impacto da paralisação no cotidiano carioca

A greve dos rodoviários no município do Rio de Janeiro alcançou nesta terça-feira (30) o seu segundo dia consecutivo, gerando um cenário de instabilidade na mobilidade urbana. A redução drástica da frota nas ruas resultou em longas filas nos terminais, com passageiros aguardando por mais de uma hora na tentativa de acessar o transporte público. Diante da escassez de coletivos, muitos trabalhadores foram forçados a buscar alternativas como trens urbanos e metrô, enquanto o transporte por aplicativo registrou alta demanda e elevação de preços devido à tarifa dinâmica.

Audiência de conciliação no TRT

Para buscar uma solução ao impasse, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) agendou uma audiência de mediação do dissídio coletivo para as 11h desta terça-feira. O objetivo central do encontro é encerrar a paralisação que afeta milhares de cidadãos. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, manifestou a expectativa de alcançar um acordo com o setor patronal durante as negociações mediadas pela Justiça.

Determinação judicial e frota mínima

Embora o TRT tenha reconhecido a legalidade da greve, o órgão impôs condições rigorosas para a manutenção do serviço essencial. Foi determinada a operação mínima de 50% da frota de ônibus, sob pena de multa diária de R$ 50 mil caso o sindicato da categoria descumpra a ordem. O sindicato patronal, Rio Ônibus, relatou dificuldades operacionais e episódios de violência, afirmando que ao menos 40 veículos foram depredados durante a madrugada ao tentarem sair das garagens.

Resposta das autoridades e alternativas de transporte

Segundo o diretor de Comunicação do Rio Ônibus, Paulo Valente, cerca de 870 ônibus conseguiram deixar as garagens e seguir para os terminais durante a manhã. No entanto, o número ainda está abaixo da meta estabelecida pela Justiça, que exige a circulação de 1.800 coletivos para atender a demanda da população. O prefeito Eduardo Cavaliere informou que as concessionárias de trens, barcas e metrô foram acionadas para operar com esquemas especiais, visando mitigar o impacto da ausência dos ônibus urbanos na rotina da capital fluminense. Para mais detalhes sobre o andamento das negociações e o impacto no transporte público, acompanhe as atualizações constantes no portal Agência Brasil e siga conectado ao Fato Paulista para informações relevantes e apuradas sobre os principais acontecimentos do país.

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