O Governo de São Paulo deu mais um passo significativo para a transformação urbana da região central da capital com a publicação do edital para a contratação da empresa responsável pela implementação do Parque do Moinho. Gerenciado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), o processo licitatório busca selecionar a proposta mais vantajosa por meio do critério de menor desconto, com um valor de referência estimado em R$ 41,3 milhões e prazo de vigência de 24 meses após a assinatura.
A iniciativa de transformar o terreno em uma área verde e de lazer surge como o desdobramento direto do reassentamento de 851 famílias que anteriormente habitavam a antiga Favela do Moinho em condições insalubres. Com a desocupação da área, que pertencia originalmente à União e foi cedida ao Estado, o projeto arquitetônico e paisagístico foi integralmente estruturado para devolver o espaço à população de forma segura e integrada.
Detalhes da licitação e prazos do projeto
As empresas interessadas em assumir a execução das obras devem entregar os envelopes com as propostas até o dia 19 de novembro. Todas as diretrizes técnicas, exigências burocráticas e especificações do certame estão detalhadas no documento oficial disponibilizado no portal eletrônico da CDHU.
A execução do empreendimento ocorrerá de forma faseada. Numa etapa inicial, o foco será o cercamento do terreno e a instalação de equipamentos voltados ao esporte e convivência, como quadras poliesportivas, pistas de skate, ciclovias e áreas infantis. Em momentos posteriores, o escopo prevê a integração com uma nova estação de trem situada em terrenos adjacentes.
Estrutura e eixos de atuação do novo espaço
Situado em Campos Elíseos, o futuro parque abrangerá uma extensão de 61,3 mil m² estrategicamente posicionada entre as linhas ferroviárias 7 – Rubi, 8 – Diamante e 11 – Coral. A concepção do projeto fundamenta-se em quatro pilares principais para garantir a multifuncionalidade do local:
- Eixo Cultural e Educativo
- Eixo Ecológico
- Eixo Esportivo e Recreativo
- Eixo de Serviço
Além das opções de lazer imediato, o planejamento contempla a instalação futura de hortas urbanas, viveiros de espécies nativas e estruturas de compostagem. O desenho urbano prioriza o conforto térmico, a acessibilidade e a segurança dos frequentadores que transitam diariamente pela área central da metrópole.
Impacto urbano e requalificação ambiental
A localização do empreendimento foi escolhida de forma estratégica para atender tanto aos moradores da área central quanto à população flutuante que se desloca diariamente por motivos de trabalho ou estudo. Especialistas apontam que a requalificação urbana e o aumento da permeabilidade do solo trazem alívio ecológico para uma zona caracterizada pela alta densidade de edificações e escassez de vegetação.
Para viabilizar a totalidade da área prevista, o projeto engloba quatro terrenos distintos, incluindo o espaço da antiga comunidade, um imóvel pertencente à Ceagesp e duas propriedades particulares que passam por trâmites judiciais de desapropriação conduzidos pela CDHU, permitindo o avanço gradual das intervenções físicas.
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