A capital de Goiás torna-se, neste domingo (26), um ponto de encontro estratégico para a diversidade na tecnologia. A nona edição do Encontro Mulheres nos Jogos Goiás ocupa a Imageria Criativa, em Goiânia, com o objetivo de descentralizar a criação de jogos eletrônicos e abrir portas para grupos historicamente sub-representados no setor. O evento, que ocorre das 15h às 19h, oferece uma plataforma gratuita de aprendizado, networking e troca de experiências.
Acesso e democratização na criação de jogos
Um dos pilares desta edição é a oficina prática conduzida por Michelle Santos, desenvolvedora do jogo NEVE. O foco da atividade é o uso do Construct 3, uma ferramenta que permite o desenvolvimento de títulos de forma mais acessível, sem a necessidade de conhecimentos avançados em programação complexa. A proposta é transformar o público de um perfil puramente consumidor para o de criador de narrativas digitais.
Ao simplificar o acesso às ferramentas de produção, o evento busca reduzir as barreiras de entrada que muitas vezes afastam talentos da indústria. A iniciativa reforça a importância da autonomia técnica para que mulheres, pessoas não binárias e outros grupos minorizados possam imprimir suas próprias visões de mundo em projetos autorais, enriquecendo o mercado com novas perspectivas criativas.
Representatividade e acessibilidade como pilares
Além da parte técnica, o encontro promove um debate sobre a estrutura do mercado atual. A palestra de Mika Fran, fundadora da Purãga Estúdio e diretora de Diversidade e Acessibilidade da GAMEGO, aborda como a representatividade e a inclusão são fundamentais para o sucesso de qualquer projeto de software. Como intérprete de Libras e game designer, ela traz uma visão prática sobre como tornar os jogos experiências mais acolhedoras para todos os perfis de jogadores.
A GAMEGO, associação que organiza o encontro, tem desempenhado um papel fundamental no fortalecimento da comunidade local de desenvolvedores. Ao criar espaços de acolhimento e suporte, a entidade ajuda a consolidar Goiânia como um polo relevante no cenário nacional de desenvolvimento de jogos, garantindo que o crescimento do setor seja acompanhado por políticas de diversidade e equidade.
Um espaço de construção coletiva
O evento é desenhado para ser um ambiente seguro e colaborativo, voltado a mulheres cis e trans, pessoas não binárias, negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. A organização, composta por um coletivo de profissionais como Angra Caroline, Anna Toledo, Glaupe Cabral, Isabela Canêdo e Larissa R. C. Borges, reforça que não é necessário ter experiência prévia para participar. O interesse em aprender e a disposição para colaborar são os únicos requisitos.
A iniciativa conta com o apoio de instituições como a GAMEGO, além da Imageria Criativa, InvictusRPG, Interativa Comunicação e InterCena. Para quem deseja acompanhar os próximos passos da cena de desenvolvimento em Goiás e entender como a tecnologia pode ser uma ferramenta de transformação social, o portal Fato Paulista segue atento aos desdobramentos deste setor, trazendo sempre informações relevantes e atualizadas sobre o mercado criativo e digital.




