O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (3), um marco significativo para a gestão da previdência no país: a fila de espera por perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi oficialmente zerada ao longo do mês de agosto. O anúncio foi realizado no Palácio do Planalto pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Estratégias para o fim da espera
A trajetória de redução da demanda reprimida foi gradual ao longo de 2026. Em fevereiro, o cenário era crítico, com cerca de 3,12 milhões de requerimentos pendentes. A virada de chave ocorreu em agosto, quando o volume de novos pedidos passou a ser absorvido pela capacidade operacional do instituto, eliminando o acúmulo histórico.
Segundo o Ministério da Previdência, o sucesso da operação deve-se a um conjunto de medidas administrativas e tecnológicas. Entre elas, destaca-se a nomeação de novos servidores aprovados em concurso público e a implementação de recursos de telemedicina em 865 agências espalhadas pelo território nacional. A ampliação da perícia médica documental, que dispensa o comparecimento presencial do segurado mediante a análise de laudos, também foi um fator determinante.
Gestão de fluxo e produtividade
Para otimizar o atendimento, o governo adotou uma política de mutirões aos finais de semana e a concessão de bônus por produtividade para servidores que superaram as metas de análise. O ministro Wolney Queiroz comparou a nova dinâmica a um fluxo comercial eficiente: “Deixou de existir uma fila para existir atendimento. Estamos com folga no atendimento por maior que seja a demanda”, afirmou.
O volume de trabalho é expressivo, com o INSS processando cerca de 1,3 milhão de pedidos mensalmente, o que equivale a uma média de 43 mil solicitações diárias. O plano de gerenciamento de benefícios implementado pela pasta foi responsável por realizar 2 milhões de atendimentos adicionais apenas neste ano.
Desafios remanescentes e prazos legais
Embora a fila de espera tenha sido zerada, o governo reconhece que ainda há casos pontuais que superam o prazo legal de 45 dias para uma decisão. Atualmente, 224 mil processos, que envolvem principalmente o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadorias específicas, aguardam conclusão fora do período estipulado.
Apesar desses casos, o tempo médio de espera para uma resposta do instituto está em 34 dias, abaixo do limite legal estabelecido. O presidente Lula reforçou que o objetivo central das medidas é “humanizar a fila”, garantindo que o cidadão tenha o tempo correto para dar entrada e receber o benefício a que tem direito. O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos das políticas previdenciárias e o impacto dessas mudanças na vida dos segurados brasileiros, mantendo o compromisso com a informação precisa e o serviço público de qualidade.




