O cenário cultural do Rio de Janeiro recebe, a partir desta quinta-feira (2), a 15ª edição do RioLGBTQIA+, um dos mais importantes festivais de cinema voltados à temática da diversidade no Brasil. O evento, que se estende até o dia 8 de julho, ocupa espaços icônicos da capital fluminense, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), o Instituto Italiano de Cultura e o Instituto Cervantes, consolidando-se como um ponto de encontro fundamental para a produção audiovisual independente.
Uma vitrine para a diversidade audiovisual
Com uma seleção robusta que ultrapassa a marca de 200 filmes, o festival apresenta uma curadoria que transita entre longas, médias e curtas-metragens. A programação foi desenhada para oferecer um panorama amplo das vivências LGBTQIA+, conectando produções nacionais a obras de diversos países, como França, México, Espanha, Estados Unidos e Uruguai. O objetivo central é utilizar a linguagem cinematográfica como ferramenta de debate sobre identidade, memória, direitos humanos e resistência.
Para o diretor e curador do festival, Alexander Mello, a edição de 2026 é um marco de maturidade. Segundo ele, a seleção priorizou não apenas a qualidade técnica, mas a capacidade das obras de dialogar com as urgências do mundo contemporâneo. O evento busca ser um espaço de troca, onde diferentes gerações de cineastas e espectadores podem compartilhar perspectivas sobre o que significa viver e contar histórias dentro da comunidade LGBTQIA+.
Destaques da produção nacional e internacional
A mostra brasileira deste ano traz títulos que prometem movimentar o público e a crítica. Entre os longas selecionados, destacam-se obras como Apenas Coisas Boas, Arrenego, Bate Cabelo! e Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape. Esses filmes refletem a pluralidade de narrativas que o cinema brasileiro tem produzido, explorando desde o afeto cotidiano até questões políticas profundas.
No âmbito internacional, o festival promove um intercâmbio cultural significativo. Filmes como o francês Amantes, o mexicano El Fin de las Primeras Veces e a produção britânico-namibiana Out Laws ampliam o olhar do público sobre como diferentes culturas enfrentam desafios comuns, como a busca por liberdade e o pertencimento. Além das exibições tradicionais, o festival dedica espaço a nichos específicos, incluindo animações, produções de terror queer e até uma mostra de cinema erótico.
Impacto social e legado cultural
Ao completar 15 anos de trajetória, o RioLGBTQIA+ reafirma sua importância como um catalisador de mudanças no setor audiovisual. O festival não se limita à exibição de obras, mas atua ativamente na circulação de filmes independentes que, muitas vezes, encontram dificuldades para chegar ao circuito comercial. Essa iniciativa fortalece a representatividade e estimula o diálogo direto entre realizadores e o público.
A programação também contempla o formato de série, com a exibição da segunda temporada de Noturnas, demonstrando a versatilidade do evento em abraçar diferentes formatos narrativos. Para quem deseja acompanhar a agenda completa, os detalhes sobre horários, locais e a retirada de ingressos estão disponíveis no site oficial do festival. O Fato Paulista segue acompanhando os principais eventos culturais do país, trazendo sempre informações relevantes e um olhar aprofundado sobre o que acontece nos palcos e telas brasileiros.




