Quanto as denúncias de funcionários que chegaram a este jornal são graves, por isso a equipe vai apurar a veracidade de cada uma delas para ai sim noticiá-las e ouvir a Secretaria Municipal de Saúde. Por enquanto deve-se ater ao concreto , que já é estarrecedor. A Farmácia 24 Horas do hospital foi fechada sem aviso prévio e sem nenhum tipo de opção para os usuários.
Imagine-se nesta situação. Você com seu filho pequeno que está com febre recorre ao hospital em plena madrugada em busca de socorro. O seu filho é atendido é medicado na hora, a febre baixa, porém o médico receita um antibiótico para a parte da manhã, neste caso, antes do fechamento você poderia retirar na hora e voltar para casa. Agora não, você terá que ter o dinheiro na hora e procurar uma farmácia 24 horas da rede comercial. Se estiver sem carro? Se estiver sem dinheiro? O que fará?. Esta é apenas uma situação que pode ocorrer com qualquer um.
Vários moradores do bairro procuraram o Fato Paulista em busca de uma solução para tentar reverter estas atitude abrupta e inesperada do Poder Público. ‘Esta farmácia fechada será um grande problema para todos nós moradores, sendo que é a única da região que funcionava 24 horas por dia. Era muito importante para toda a população carente do bairro. Temos que nos unir para tentar reverter esta situação’, indignou-se o morador Antonio Carlos, conhecido como Toninho The Jordans.
Outro que também está indignado é o promoter Gabriel Olivera. ‘Eu mesmo fui lá e fiquei sabendo que estava fechada que não existia mais. Fui a noite pegar uns remédios do meu tratamento e fiquei sabendo que não existia mais’, comentou.
Abaixo a integra da ‘resposta’ da
Secretaria Municipal de Saúde
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), esclarece que toda a rede hospitalar, tanto municipal quanto estadual, está funcionando como porta referenciada para atendimento de pacientes encaminhados pela Central de Regulação de Urgência e Emergência (Crue), pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo Corpo de Bombeiros (Cobom) e pela Polícia Militar.
Por orientação do Ministério da Saúde (MS), o atendimento de demandas espontâneas deve ocorrer nas UPAs, Pronto Atendimento e Pronto Socorros Municipais, e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), onde será dado o atendimento inicial e, se necessário, será realizada a transferência para a unidade hospitalar de referência.
A UPA de referência para a região de Itaquera, onde se encontra o Hospital Municipal Waldomiro de Paula, é a 26 de Agosto, localizada na avenida Miguel Ignácio Curi, 44.
A cidade conta com 29 equipamentos que atuam diretamente no acolhimento dos pacientes, ou seja, atuam de portas abertas São eles: Assistência Médica Ambulatorial (AMA), Pronto Atendimento, Pronto Socorro e Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que dispõe de ambulância para os casos emergências, o que garante que todos os pacientes sejam atendidos na rede de referência do município. A rede municipal de saúde realiza cerca de 13 mil atendimentos ao dia. Cada unidade de UPA tem capacidade para cerca de 22 mil atendimentos ao mês.
Os usuários dos serviços de saúde podem pesquisar as unidades de saúde mais próximas de suas residências por meio da ferramenta Busca Saúde, disponível no link: http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/.
Com relação à farmácia do hospital, a SMS informa que ela funciona 24h, porém nunca houve dispensa de medicamentos ao público. Na rede municipal, a dispensação é feita em UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs).
O órgão esclarece que em 2017, a cidade de São Paulo contava com apenas três UPAs, e, desde então, outras 14 foram entregues pela gestão. Além dessas, outras três unidades serão entregues neste ano: City Jaraguá, Cidade Tiradentes e Parelheiros. Dentro do programa Avança Saúde SP, que tem como objetivo ampliar e aprimorar a infraestrutura da rede municipal de saúde da capital, também serão construídas a UPA Carrão e a UPA Rio Pequeno.