Itaquera sempre sonhou com um polo industrial. O tema foi discurso e pautas de reuniões durante os anos 90 e início dos 2000. Não faltaram debates com a presença de parlamentares, cada qual chamando a si a reponsabilidade de que o bairro deixasse de ser um dormitório e realmente gerasse empregos. Tudo não passou de retórica.
Mas mesmo assim pequenas indústrias foram surgindo e hoje na Colônia Japonesa, no trecho que compreende as ruas Zituo Karasawa e Hirovo Kaminobo, existem mais de 10 pequenas indústrias que geram empregos aos moradores do bairro. Poderiam existir mais, com o mínimo de incentivo e estrutura.
O bairro conta condomínios residenciais como o Jardim Bonifácio 1 e 2, onde moram cerca de 300 famílias. Diversos outros condomínios estão em fase de construção, alguns próximos de serem entregues. Tudo caminha para que antiga Colônia Japonesa que cresceu com agricultura e com a cultura do pêssego, se torne um dos melhores lugares para se viver, por causa da privilegiada localização com acesso a avenida Jacú Pêssego, o que possibilita acesso, tanto a Baixada Santista quanto ao Aeroporto, interligando diversos bairros da Zona Leste.
O síndico do Jardim Bonifácio 2, Rinaldo José da Silva procurou a equipe do Fato Paulista para reclamar do grande número de buracos nas ruas Zituo Karasawa e Hirovo Kaminobo, além da Estrada U . Cita ainda a falta de calçadas. ‘Muitos motoristas se veem obrigados a desviar dos buracos tanto para um lado quanto para o outro, como não existem calçadas o risco de atropelamentos é muito grande’, explica. Ele conta que muitas crianças circulam por estas ruas para terem acesso a escola e por não existir calçada são obrigadas a andar entre os carros, caminhões e buracos. ‘É uma situação desesperadora e muito preocupante para todos nós que temos crianças em nossas famílias’, completa.
Mas o caos não termina por aí e segundo a moradora Leia Joana dos Santos, a linha de ônibus circular 4008/21 que interliga a Fazenda do Carmo ao Metrô Itaquera, não circula nos finais de semana e feriados. ‘Nos domingos aqueles que querem sair do bairro tem que caminhar até a Jacú Pêssego para pegar o ônibus, imaginem uma mãe com o filho doente que tem ir ao hospital. É uma situação muito difícil’, lamenta a moradora que ainda completa: ‘Falta ainda iluminação, creche e unidade de saúde’.
Já Fernando de Souza que trabalha em uma das empresas do bairro reclama de uma das ruas que enche de água a cada chuva.
‘Temos que conviver ainda com a precária iluminação pública que todos os dias a partir das 20h apaga do nada. As ruas passam a noite toda sem iluminação. O nosso bairro está crescendo, temos até um grande supermercado agora, mas tudo tem sido através do suor e da luta dos moradores. Precisamos de o mínimo de apoio do Poder Público’, finaliza o combativo sindico Rinaldo.
As demandas foram enviadas aos órgãos competentes, pois envolvem iluminação, transporte e zeladoria.