Em desenvolvimento Colônia Japonesa precisa de infraestrutura

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Das áureas épocas da Festa do Pêssego, que atraiam milhares de pessoas, para a Itaquera dos tempos atuais, com dramas vividos por aqueles que lá moram em um bairro que cresceu naturalmente, que hoje conta com condomínios de prédios residenciais, indústrias que geram empregos, mas que falta o básico em infraestrutura como calçadas e linhas de ônibus aos finais de semana.
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Itaquera sempre sonhou com um polo industrial. O tema foi discurso e pautas de reuniões durante os anos 90 e início dos 2000. Não faltaram debates com a presença de parlamentares, cada qual chamando a si a reponsabilidade de que o bairro deixasse de ser um dormitório e realmente gerasse empregos.  Tudo não passou de retórica.

Mas mesmo assim pequenas indústrias foram surgindo e hoje na Colônia Japonesa, no trecho que compreende as ruas Zituo Karasawa e Hirovo Kaminobo, existem mais de 10 pequenas indústrias que geram empregos aos moradores do bairro.  Poderiam existir mais, com o mínimo de incentivo e estrutura.

O bairro conta condomínios residenciais como o Jardim Bonifácio 1 e 2, onde moram cerca de 300 famílias. Diversos outros condomínios estão em fase de construção, alguns próximos de serem entregues. Tudo caminha para que antiga Colônia Japonesa que cresceu com agricultura e com a cultura do pêssego, se torne um dos melhores lugares para se viver, por causa da privilegiada localização com acesso a avenida Jacú Pêssego, o que possibilita acesso, tanto a Baixada Santista quanto ao Aeroporto, interligando diversos bairros da Zona Leste.

O síndico do Jardim Bonifácio 2, Rinaldo José da Silva procurou a equipe do Fato Paulista para reclamar do grande número de buracos nas ruas Zituo Karasawa e Hirovo Kaminobo, além da Estrada U . Cita ainda a falta de calçadas. ‘Muitos motoristas se veem obrigados a desviar dos buracos tanto para um lado quanto para o outro, como não existem calçadas o risco de atropelamentos é muito grande’, explica. Ele conta que muitas crianças circulam por estas ruas para terem acesso a escola e por não existir calçada são obrigadas a andar entre os carros, caminhões e buracos. ‘É uma situação desesperadora e muito preocupante para todos nós que temos crianças em nossas famílias’, completa.

Mas o caos não termina por aí e segundo a moradora Leia Joana dos Santos, a linha de ônibus circular 4008/21 que interliga a Fazenda do Carmo ao Metrô Itaquera, não circula nos finais de semana e feriados. ‘Nos domingos aqueles que querem sair do bairro tem que caminhar até a Jacú Pêssego para pegar o ônibus, imaginem uma mãe com o filho doente que tem ir ao hospital. É uma situação muito difícil’, lamenta a moradora que ainda  completa: ‘Falta ainda iluminação, creche e unidade de saúde’.

Já Fernando de Souza que trabalha em uma das empresas do bairro reclama de uma das ruas que enche de água a cada chuva.

‘Temos que conviver ainda com a precária iluminação pública que todos os dias a partir das 20h apaga do nada. As ruas passam a noite toda sem iluminação. O nosso bairro está crescendo, temos até um grande supermercado agora, mas tudo tem sido através do suor e da luta dos moradores. Precisamos de o mínimo de apoio do Poder Público’, finaliza o combativo sindico Rinaldo.

 

As demandas foram enviadas aos órgãos competentes, pois envolvem iluminação, transporte e zeladoria.

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