Diagnóstico precoce potencializa chances de cura do câncer colorretal

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Detecção da doença pode ser feita em UBSs, nos Hospitais Dia (HD) e municipais e o tratamento, em locais como o Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas, localizado na Vila Santa Catarina, Zona Sul
câncer colorretal
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Depois dos cânceres de mama e próstata, o colorretal é a terceira neoplasia maligna mais frequente no Brasil. No entanto, quando é diagnosticado precocemente, há consideráveis chances de cura. Por  esse motivo durante o Março Azul Marinho, mês da campanha que alerta sobre a importância da prevenção desse mal, a Secretaria de Saúde da Prefeitura recomenda  que a população procure uma das 481 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em caso de suspeita, para que haja encaminhamento ao tratamento especializado nos serviços da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

No município de São Paulo, o diagnóstico de câncer pode ser feito nos equipamentos de saúde, começando pelas UBSs, Hospitais Dia (HD) e municipais, com encaminhamento para diagnóstico final e tratamento em centros oncológicos que integram a Rede de Oncologia do Município de São Paulo, como o Centro de Alta Tecnologia em Diagnóstico e Intervenção Oncológica Bruno Covas, localizado no Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina).

A unidade é referência em tratamento oncológico na rede municipal de saúde, onde são atendidos mensalmente, em média, 494 pacientes com câncer colorretal. Atualmente, estão em acompanhamento 2.668 pacientes. A faixa etária mais acometida pela doença está entre 60-70 anos (58,5% dos casos) seguida por 30-59 anos (35,2%).

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A instituição, administrada pelo Einstein Hospital Israelita realizou, nos anos de 2024 e 2025, 746 cirurgias convencionais, por videolaparoscopia e robótica; com a tecnologia robótica foram realizadas 112 intervenções nos últimos dois anos.

O hospital oferta todo o tratamento da doença que pode envolver cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, dependendo do estágio do câncer. Um dos pacientes mais antigos em acompanhamento no local é um homem, atualmente com 69 anos. Admitido no ambulatório do HM Vila Santa Catarina em 2017 e diagnosticado com câncer colorretal, seu prontuário reúne um histórico de dez anos de batalha em relação à doença que se manifestou, novamente, em vários órgãos. “Esse paciente é um símbolo de luta pela vida. Nesses anos, ele fez todos os tipos de tratamento e persistimos, com todos os recursos de que dispomos”, afirma a oncologista Poliana Blasi, da equipe da unidade.

Hábitos são importantes fatores de risco

O câncer colorretal engloba os tumores que têm origem na região do intestino grosso conhecida como cólon, no reto, que é a parte final do intestino localizada logo antes do ânus, e também no próprio ânus.

Entre os principais sinais e sintomas sugestivo deste câncer são: sangramento nas fezes, massa (tumoração/abdominal), dor abdominal, perda de peso e anemia e mudança de hábito intestinal. Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é necessário investigá-los, principalmente se não melhorar em alguns dias.

Entre os fatores de risco comportamentais e ambientais para o câncer colorretal estão: sedentarismo, sobrepeso, alimentação pobre em fibras e rica em carnes processadas e vermelhas, exposição à radiação, ao tabagismo e ao alcoolismo.

Por isso, é importante manter hábitos como alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.

 

 

 

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