Fake news derrubam vacinação contra covid e deixam 95 por cento das crianças desprotegidas

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Apenas 5% das crianças no Brasil estão com vacinação contra covid-19 em dia em 2026. Especialistas apontam impacto da desinformação.
Fake news derrubam vacinação contra covid e deixam 95 por cento das crianças desprotegidas
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A covid-19 foi responsável por mais de 1 mil internações e 25 mortes de crianças e adolescentes no Brasil em 2026. Mesmo diante desse cenário de gravidade, apenas 5% das crianças pequenas do país estão devidamente protegidas com as três doses da vacina contra a doença, de acordo com dados divulgados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), vinculado ao Ministério da Saúde.

O impacto dessa baixa cobertura acende um alerta vermelho em autoridades sanitárias e especialistas em saúde pública. O avanço da hesitação vacinal compromete a imunidade coletiva e coloca em risco a vida de milhares de menores de idade que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado para a faixa etária.

Impacto da desinformação na saúde infantil

O diretor do PNI, Eder Gatti, aponta que o Brasil dispõe de estoques suficientes do imunizante e mantém contratos ativos para assegurar o abastecimento regular em todo o território nacional. No entanto, ele atribui o percentual alarmante de cobertura aos ataques sistemáticos contra a vacina perpetrados durante a pandemia, inclusive por integrantes do governo da época.

Desde 2024, a vacina passou a integrar o calendário básico de imunização, sendo recomendada aos 6, aos 7 e aos 9 meses de idade, com possibilidade de aplicação até os 5 anos. Apesar da diretriz médica oficial, grande parte da população tem optado por não levar os filhos aos postos de saúde devido a boatos e alegações falsas amplamente difundidas na internet.

Como consequência direta dessa resistência, o país continua registrando óbitos infantis evitáveis. No período recente, mais de 1,1 mil crianças menores de 14 anos precisaram de hospitalização devido a quadros respiratórios graves provocados pelo coronavírus, sendo que 15 das 25 vítimas fatais tinham menos de 2 anos de idade.

Segurança e eficácia comprovadas cientificamente

A vacinação infantil contra a covid-19 teve início no Brasil em janeiro de 2022, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em meio a intensos debates políticos. Levantamentos conduzidos por instituições de ensino superior, como uma pesquisa da Universidade de São Paulo, demonstraram que os imunizantes reduziram em 97% os casos graves entre o público infantil.

Especialistas reforçam que os receios relacionados aos imunizantes não encontram respaldo científico. Todas as tecnologias aplicadas passaram por rigorosas etapas de testes antes da aprovação regulatória e continuam sendo monitoradas de perto pelo Sistema Único de Saúde para garantir a segurança da população.

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