Desastres ambientais podem gerar mais de 140 transtornos psicológicos

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Os desastres ambientais podem causar sequelas psicológicas naqueles que sobreviveram e também nos que perderam entes queridos e muitas vezes perderam tudo o que tinham. Já não bastasse toda a dor de ter vivido o drama de uma tragédia, o sobrevivente pode ainda ter um ou mais transtornos psicológicos, que se não tratados por um especialista podem ser irreversíveis.
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Nos últimos dias o Brasil tem vivido tragédias oriundas do meio ambiente: a de Franco da Rocha que com deslizamentos levaram as casas das pessoas, os móveis e sobretudo, vidas de famílias inteiras. No Capitólio em Minas Gerais a gigante pedra que ruiu, ceifou mais de dez pessoas e despedaçou mais famílias e mais recente a de Petrópolis, com cenas que chocaram o planeta e para muitos parecia cenas de um filme de tragédia ambiental. O número de mortes pode ultrapassar a casa de 300 pessoas. Os problemas de Petrópolis veem desde os tempos de Dom Pedro II quando lá ele residia e talvez por isso o clima por lá é sempre de medo e apreensão com a terrível sensação em seus moradores de que ‘sempre uma nova tragédia possa estar por vir’.

Sobre o tema o Fato Paulista ouviu a psicóloga, Dra. Amanda Hayala que é coordenadora geral do Departamento de Psicologia da Acaapesp – Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo. Ela desenvolve um amplo trabalho social e apresenta semanalmente um programa sobre o tema na Rádio Acaapesp Web. Vale destacar que a Acaapesp é reconhecida como uma das maiores entidades classistas do Brasil com sedes regionais em mais de 100 cidades.

‘A relação da psicologia com as calamidades ambientais é extremamente importante, pois nesse contexto o psicólogo pode estar auxiliando as pessoas envolvidas, não apenas a comunidade, mas os profissionais, amigos e familiares’, destaca.

Ela afirma que de acordo com informações do CRP – Conselho Regional de Psicologia – cerca de 140 transtornos psicológicos são desenvolvidos depois dos desastres ambientais entre a população atingida.  “Aquela pessoa que vivenciou o desastre ambiental pode desenvolver: transtornos pós traumáticos, ansiedade, crise do pânico e depressão. Por isso é fundamental o acompanhamento psicológico após estes desastres’, ressalta.

A Dra Amanda Hayala vai além e destaca: ‘Não apenas nos afetados, mas nós profissionais e toda a população e todos aqueles que se mobilizam diante da situação e até mesmo aqueles que não vivenciaram, mas tiveram  conhecimento através das mídias. Todos passam por um enorme sofrimento. A conduta do psicólogo também é avaliar o humor dessas pessoas, trabalhar autoestima e o resgate de vínculos afetivos’.

‘A psicologia tem um papel extremamente importante. A melhor alternativa é procurar um profissional de psicologia que possa proporcionar psicoterapias através da necessidade do indivíduo’, finaliza.

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