Delegacia de Defesa da Mulher Online de SP registrou mais de 60 mil BOs de vítimas de violência

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Levantamento de abril de 2020 a abril de 2022 da DDM Online apontou ainda que 10 mil vítimas tiveram medidas protetivas contra agressores autorizadas pela Justiça. Serviço foi criado para atender ocorrências de vítimas de violência no estado durante a pandemia de Covid.
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Os dados são de abril de 2020 a abril de 2022 e mostram que a maioria das queixas das mulheres são de crimes de ameaça (20.322 registros), ofensas (12.324) e agressões (11.722) contra elas.

O número total de vítimas nesse período não foi divulgado pela Polícia Civil. Segundo policiais que participam dos trabalhos, a quantidade de queixas será sempre maior do que a de mulheres que fazem denúncias porque uma mesma vítima pode ter sofrido vários crimes. Como ter sido ameaçada, agredida e ofendida, por exemplo.

Os casos de estupros ainda precisam ser registrados pessoalmente pelas vítimas nas delegacias do estado.

A DDM Online foi criada concomitantemente com a chegada da pandemia do coronavírus. Ela funciona 24 horas por dia e pode ser acessada pelo site da Delegacia Eletrônica.

O objetivo da polícia foi oferecer mais caminhos para mulheres procurarem ajuda e medidas legais e judiciais contra seus agressores. Durante a pandemia, a percepção de quem atende essas vítimas é a de que algumas delas não conseguem deixar as casas onde moram para ir presencialmente a uma delegacia.

Apesar do incremento da DDM Online, as delegacias especializadas na Defesa da Mulher ainda concentram o maior número de registros de vítimas. Os BOs feitos pela internet correspondem a 24% do total.

Para buscar atender também vítimas que buscam distritos policiais de bairros, mas não encontram neles uma Delegacia de Defesa da Mulher, a instituição criou salas chamadas de DDM 24 horas. Elas funcionam em 44 delegacias comuns do estado e oferecem atendimento para mulheres que querem denunciar violência doméstica diretamente a uma delegada ou escrivã especializadas.

Como isso funciona? A mulher que entrar num distrito relatando ter sido vítima de violência doméstica será levada pelos policiais até essa sala reservada, que tem a cor lilás como padrão.

“Para dar uma sensação mais acolhedora para as vítimas”, disse a delegada Jamila Jorge Ferrari, coordenadora de todas as delegacias de Defesa da Mulher no estado de São Paulo, tanto das físicas quanto das digitais.

Lá elas irão conversar virtualmente com uma equipe da DDM Online por meio de uma câmera instaladas no computador. Os depoimentos poderão ser gravados para depois serem transcritos.

Dependendo do caso, alguns relatos serão levados ao Ministério Público (MP) e à Justiça para solicitação de medidas protetivas.

Fonte G1

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