Após o revés por 3 a 0 diante do Palmeiras, em partida válida pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, o técnico Cuca não poupou autocrítica ao analisar o desempenho do Santos. O confronto, realizado no Nubank Parque, deixou o Peixe em situação delicada na competição, exigindo uma vitória por quatro gols de diferença no jogo de volta, na Vila Belmiro, para garantir a classificação direta.
Cobrança por postura e autocrítica do treinador
Em entrevista coletiva concedida logo após o apito final, o treinador santista foi enfático ao exigir uma mudança de postura de seu elenco. Para Cuca, o espírito competitivo apresentado pela equipe não foi condizente com a magnitude de um clássico decisivo. O comandante destacou que, em duelos desse nível, a entrega técnica deve vir acompanhada de uma força mental superior.
Assumindo o protagonismo das falhas, o técnico isentou parte do grupo e direcionou as críticas para si mesmo. “Qualquer crítica a nós e a mim, vocês têm toda razão. Quando perde um clássico de 3 a 0, não tem justificativa. O maior responsável sou eu. Foi erro meu”, declarou o treinador, reconhecendo que o torcedor alvinegro tem legitimidade para cobrar resultados melhores.
A estratégia por trás da ausência de Neymar
Um dos pontos que mais gerou repercussão entre os torcedores foi a ausência de Neymar na lista de relacionados. O treinador esclareceu que a decisão de poupar o craque foi estritamente técnica, baseada em um planejamento rigoroso de controle de carga física. Segundo Cuca, a comissão técnica optou por preservar o jogador visando a sequência da temporada e evitando riscos desnecessários em um gramado sintético.
O técnico revelou que o próprio atleta manifestou o desejo de atuar, mas a decisão final coube ao departamento de futebol. “A ausência do Neymar tem suas razões. Foi o tal do controle de carga, não poder ter uma sequência de desenvolver o futebol dele jogando aqui, domingo e na quarta. Por ele, teria vindo jogar”, explicou.
Impacto técnico e o desafio na Vila Belmiro
Apesar de defender a estratégia adotada, Cuca admitiu que a falta de Neymar foi sentida dentro das quatro linhas. O treinador ponderou que, embora não se arrependa da escolha técnica, a presença do camisa 10 eleva o patamar competitivo do time. A ausência de uma peça de desequilíbrio em um jogo de mata-mata contra um adversário do porte do Palmeiras acabou pesando no resultado final.
Agora, o foco do Santos se volta para o trabalho de recuperação e ajuste tático. O clube busca reverter o cenário adverso e conta com o apoio da torcida na Vila Belmiro para tentar uma virada histórica. Para acompanhar todos os desdobramentos desta disputa e as notícias mais relevantes do futebol brasileiro, continue acompanhando o Fato Paulista, seu portal de confiança para informações precisas e contextualizadas.



