Coordenador de campanha relata surpresa com viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

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Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro diz ter sido surpreendido com a viagem do político para os Estados Unidos após as eleições.
Coordenador de campanha relata surpresa com viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA
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A viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, ocorrida logo após o término do pleito presidencial, gerou reações imediatas e surpresa entre os principais aliados políticos do ex-candidato no Brasil. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha eleitoral, declarou publicamente nesta terça-feira (27) que não tinha conhecimento prévio sobre a saída do parlamentar do território nacional.

Segundo relatos de lideranças do Partido Liberal reunidas em Brasília, a expectativa interna era de que o político assumisse um papel de destaque na condução da oposição no cenário nacional. A partida repentina, realizada em conjunto com familiares, alterou a dinâmica das discussões estratégicas do grupo político para o próximo período legislativo.

Repercussão entre aliados e lideranças políticas

Durante encontros com parlamentares em Brasília, Rogério Marinho detalhou que recebeu uma mensagem de texto de Flávio nas primeiras horas da manhã, na qual o senador mencionava a intenção de se ausentar temporariamente das atividades públicas. A comunicação gerou debates intensos sobre os rumos da articulação da oposição e o impacto da ausência de uma figura central após a disputa eleitoral.

Outros nomes do partido também se posicionaram sobre o episódio nas redes sociais e em declarações à imprensa. O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) manifestou apoio à movimentação do colega de legenda, enquanto figuras de oposição ao atual governo criticaram duramente a decisão de deixar o país em meio ao cenário político delicado.

Medidas judiciais e investigações no Supremo Tribunal Federal

A saída do parlamentar ocorre em um momento de intensa pressão jurídica decorrente de inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. As investigações abarcam suspeitas relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, tramitando no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

Nos dias anteriores à viagem, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a entrega dos passaportes do ex-candidato às autoridades competentes. Diante do não cumprimento da determinação judicial dentro do prazo estipulado e da confirmação da saída do país, os documentos de viagem foram cancelados pelos órgãos oficiais responsáveis pela fiscalização migratória.

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