O mês do consumidor, celebrado em março, é mais uma oportunidade para que as pessoas reflitam sobre o volume de resíduos que cada um gera diariamente. Trata-se, na realidade, de intensificar as discussões sobre consumo consciente e a responsabilidade individual em relação ao “lixo”, e, sem dúvida, reduzir o desperdício e a utilização de embalagens merecem destaque nesse contexto. É importante lembrar que algumas medidas simples, quando adotadas por mais e mais pessoas, têm desdobramentos relevantes, para o bolso e meio ambiente.
Evitar a compra de supérfluos e planejar as compras para que alimentos perecíveis não estraguem, por exemplo, garante a economia de alguns reais no final de cada mês. Reaproveitar caixas, latas e outras embalagens para guardar diferentes itens, ou simplesmente destiná-las à coleta seletiva, tem como principal benefício reduzir a pressão por recursos naturais para fabricar novos produtos.
Atenção aos Rs
Os 5 Rs (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são considerados pilares para uma política de consumo consciente com o objetivo de diminuir a geração de resíduos e proteger o meio ambiente. Eles visam mudar hábitos diários, focando na redução do “lixo”, desde a compra até o descarte final, promovendo sustentabilidade, geração de renda, melhoria da qualidade de vida e preservação do meio ambiente.
Repensar significa dar uma pausa antes de decidir comprar algo, pois, muitas vezes, no impulso adquirimos algo que, no final das contas, não iremos usar.
Recusar envolve medidas simples, como deixar na loja a caixa do sapato que você acabou de comprar, em vez de levá-la para casa para depois jogar no cesto.
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Reduzir o consumo é bastante amplo, mas, de forma, geral, significa comprar apenas aquilo que será efetivamente utilizado, sejam ingredientes para preparar uma refeição ou uma roupa.
Reutilizar é a prática de dar outra utilidade para um item. Suplementos alimentares, por exemplo, geralmente são vendidos em potes de plástico de tamanho considerável. Eles podem ser usados como um cofrinho para guardar moedas, acomodar alguma ferramenta que é usada de forma esporádica ou até mesmo para guardar outros alimentos, como farinhas ou bolachas. E, para não ficar com uma aparência estranha, é possível até customizar o pote, com algum adesivo.
Ainda em relação a reutilizar, outros exemplos envolvem reaproveitar a mesma decoração de Natal e fantasias de carnaval. Pode, ainda, ser a doação ou troca de livros, bem como de quaisquer objetos em bom estado: roupas, equipamentos, brinquedos, utilidades domésticas etc.
Por fim, chegamos ao Reciclar, que é talvez a ação mais simples que pode ser conduzida por quem mora da cidade de São Paulo. O motivo é que a coleta seletiva de materiais recicláveis é um serviço prestado em toda a cidade de São Paulo, então, é só as pessoas separarem as embalagens ou outros itens de papelão, plástico, alumínio, ferro ou vidro e colocar tudo em único saco. Aí, é só conferir o dia e horário que o caminhão da coleta seletiva passa em seu endereço e colocar o saco na calçada no máximo duas horas antes da equipe chegar.
Se você mora nas zonas leste ou sul, em uma das 19 subprefeituras atendidas pela Ecourbis, pode acessar o site www.ecourbis.com.br e procurar a ferramenta “Horário de coleta”. Digitando o CEP ou endereço completo, serão informados os dias e horários de cada tipo de coleta – comum ou seletiva.
Os dois serviços são prestados em datas diferentes, com equipes próprias e caminhões com identidades visuais distintas, para que a população não se confunda. Os veículos da coleta seletiva são da cor verde, e os da domiciliar comum são cinzas ou azuis.
Os materiais recicláveis (papel, plástico, metal, vidro) que a Ecourbis coleta no Agrupamento Sudeste são encaminhados para cooperativas de catadores conveniadas à Prefeitura de São Paulo. Lá, eles são separados por tipo, depois enfardados e em seguida vendidos para as indústrias de transformação. Como o nome indica, essas indústrias transformam os resíduos em matéria-prima para a fabricação de novos produtos.
Quando as cooperativas conveniadas não têm condições de receber os recicláveis, o material é encaminhado para a Central Mecanizada de Triagem – CMT Carolina Maria de Jesus. Trata-se de um prédio com diversos equipamentos que trabalham em conjunto para separar até 250 toneladas de recicláveis por dia. Construída e operada pela Ecourbis, a CMT conta com trabalhadores de uma cooperativa conveniada à prefeitura que são responsáveis pelo controle de qualidade do material separado, bem como pela venda. A receita, portanto, é toda das cooperativas.
Engajamento
Com o objetivo de estimular a população a participar mais ativamente da coleta seletiva, bem como a respeitar os dias e horários que os resíduos são retirados das ruas, a Ecourbis desenvolve iniciativas em diversas frentes. Uma delas é o Programa Ver de Perto, de educação e conscientização ambiental. O Programa consiste em visitas de diferentes públicos às unidades da Concessionária para entender como funciona o sistema de limpeza urbana em São Paulo e de que maneira cada um pode contribuir. No Ver de Perto, também são realizadas palestras em escolas, associações de bairro e ONGs.
Outra iniciativa desenvolvida pela Concessionária é a participação em eventos diversos, desde alguns mais populares, voltados para a população de uma determinada região, como o Bairro Legal; até outros com cunho técnico, com executivos da Ecourbis participando de debates e realizando palestras.
Há, ainda, o uso intensivo das redes sociais como um instrumento de informação.
Escolhas inteligentes
O consumidor moderno precisa estar atento às escolhas oferecidas no momento das compras. Optar por eletrodomésticos que consumam menos energia é inteligente, assim como preferir frutas e legumes da estação. Sempre que possível, selecione produtos que estejam embalados em material reciclável, evitando bandejas de isopor, saquinhos metalizados (como os de salgadinho, bolachas), plásticos de uso único (canudos, mexedores de café e outros descartáveis em geral).
Planejar o cardápio, usar criativamente sobras e congelar alimentos são hábitos que impedem a geração de muitos resíduos e contribuem para economizar. Vale destacar, ainda, que a redução de volume de resíduos e a separação de recicláveis representam a diminuição de resíduos enviados ao aterro sanitário, garantindo assim que sua vida útil seja ampliada.
Todos os resíduos gerados pela população que mora nas zonas sul e leste, em torno de 7 mil toneladas por dia, são encaminhados para destinação final ambientalmente adequada no aterro sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, construído e operado pela Ecourbis.
A frota de caminhões da Ecourbis, aliás, está sendo substituída por veículos sustentáveis, como elétricos e que utilizam biometano – combustível produzido a partir do biogás que é vem da própria decomposição do resíduo orgânico – ou Gás Natural Veicular (GNV).




