A colonização surgiu por volta de 1837 a partir de uma fazenda, cujo dono era o Dr. Rodrigues Barreto, dividida em lotes, vendida, os compradores fizeram casas no local e ergueram uma capela em louvor a Santa Ana, surgindo a Vila Santana, assim passou a ser povoado em ritmo acelerado.
“… O caminho era passar por Penha de França, alcançar São Miguel, passar por Itaquera através da Estrada Geral, atual Rua Padre Gregório Mafra, seguir pela Rua Monsenhor José Rodrigues Seckler, atual Rua Francisco Alarico Bérgamo, chegando à Avenida Pires do Rio.
Daí podia escolher em seguir para Leste, alcançando Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e o litoral, ou seguir para oeste, alcançando o centro de Itaquera e a estação ferroviária, a partir de 6 de novembro de 1875, quando foi inaugurada…
… Interessante de se notar é que segundo o depoimento de vários moradores antigos, até a década de 1950 assistiam-se os carros de bois desfilando pela Rua Francisco Alarico Bergamo, transportando mercadorias que seriam colocadas nos vagões de carga do trem que aguardavam na Estação de Itaquera, ou seguiam em tropa para Mogi das Cruzes.”
Entre os relatos está que Itaquera já existia em meados do século XVII. A região passou a ser citada como povoamento de São Miguel, no fim do século XVIII, como território da freguesia da Penha e, por último, como bairro do Distrito de São Miguel Paulista.
Somente pela Lei Estadual número 1756, de 27 de dezembro de 1920, o bairro foi elevado à categoria de Distrito Autônomo, com a criação do Cartório Notarial, segundo os
VILLA E PARÓQUIA SANT’ANNA
A fundação da Villa Santa’Anna como primeiro povoamento de Itaquera. Isso em 1820, através de um pouso para viajantes chamado de Casa Pintada.
Tem até uma foto da Aquarela de Jean Baptiste Debret, datada de 1827, com a referência do “sítio para descanso de tropeiros, próximo ao Córrego Itaquera (Rio Jacu)”.
Observem que interessante esta passagem:
… A igreja de Vila Santana foi construída pelo próprio Coronel Seckler e doada a Cúria Metropolitana de S. Paulo, em cumprimento de uma promessa feita pelo Coronel e sua mulher Dona Brasília Teixeira Seckler, pelo restabelecimento da saúde de uma de suas filhas, Dona Anna Teixeira Seckler, conhecida como Dona Neca.
No próprio loteamento, o Coronel tinha uma olaria e os tijolos ali fabricados eram doados aos compradores de terrenos, para construírem suas casas e assim povoarem o local.
Muitos lotes foram doados e devidamente escriturados, e um fato curioso é que encontraram um macaco preso nos ramos de uma árvore e um artista o retratou, publicando o desenho em um jornal da época.
O Dr. José Teixeira Seckler, filho do Coronel, foi casado com Dona Maria Stamato Bergamo Seckler, filha de Francisco Alario Bergamo e dona do laboratório que funcionava em parte da residência do casal, localizado entre a esquina da Av. Pires do Rio com a antiga Rua Monsenhor Jose Rodrigues Seckler, que era irmão do Coronel Seckler, atual Rua Francisco Alarico Bergamo…”
FAMÍLIAS E COMÉRCIOS
Segundo o livro “História e estórias do povoamento e gentes de Vila Sant’Ana e Itaquera”, o interesse na expansão das periferias de São Paulo era estratégico devido à chegada de migrantes de várias regiões do país e imigrantes de diversos países da Europa e Ásia. Desta forma, o desmembramento e venda de lotes era um grande negócio para os proprietários de terras.
Naquela época, o deslocamento já era discutido:
“… Um dos problemas era o transporte e o acesso às novas áreas. Neste quesito, Itaquera também foi beneficiada, pois contava com a estação de trem desde 1875, inaugurada inicialmente com o nome de Parada de São Miguel, porque esta era a povoação mais próxima, segundo documentos oficiais da Companhia de Estrada de Ferro Central do Brasil.”
ESTAÇÃO E COMÉRCIO.
“… A estação e a linha de trem dividiam Itaquera em duas. O lado de baixo, sentido Roosevelt-Brás, é a parte mais antiga. E, do conjunto histórico e arquitetônico que formava a estação de trem, ainda resiste de pé a casa do Chefe da Estação, erguida somente após a construção da estação, por volta de 1924 a 1926.
Na cercania, próximo à estação, se concentrava o forte comércio da região, contando com a Grande Padaria Gaspar, o Cine Itaquera, a serraria, de propriedade da Família Faysano, a sorveteria do alemão Sr. Germano, ponto de encontro dos jovens da região, o açougue do Sr. Barreto, e a barbearia ‘Salão Azul-Imóveis’ do Sr. José Mussolino, onde no mesmo local, tempos depois, foi instalada a Padaria ‘Vencedora’.
Na Avenida Pires do Rio, importante rota de ligação entre Itaquera e São Miguel, havia o Bar Snooker, ponto de encontro e distração dos jovens e adultos da redondeza, a casa do Sr. João Dentista, a lavanderia do japonês Sr. Isamu Tomita, e a casa do Correio.
NIFE E OUTROS ESTABELECIMENTOS
“… Também nesta avenida, no centro de Itaquera, havia a primeira grande fábrica construída na região, na década de 1946, a ‘Acumuladores Nife do Brasil’, de origem sueca. Esta empresa empregava na época grande parte dos moradores do bairro e, de sua linha de produção, saíam as baterias para navios, automóveis, etc.
Caminhando por esta rua, sentido São Miguel, havia outra padaria, a ‘Santa Helena’, de propriedade do Sr. Roberto, e próximo erguia-se a grande casa dos Mendonças, antiga família de contabilistas da região e, em frente a ela, a casa do Sr. Germano, de nacionalidade alemã.
Nas proximidades da Nife havia pequenas olarias, como a do próprio Cel. Seckler e do Sr. Guido, que supria de tijolos e telhas as necessidades da região, bem como forneciam materiais para as construções na capital, que seguiam nos vagões de carga da Maria Fumaça…”
OLARIAS E CHÁCARAS.
“… As olarias eram instaladas na região, aproveitando o barro especial para este fim, e devido a esta característica, os moradores da ‘Itaquera de Baixo’ recebiam a alcunha de ‘Turma do Barro Preto’, ‘Pés de Barro’ ou ‘Pés Preto’.
Muitos dos terrenos eram chácaras que possuíam suas hortas, criação de animais de corte e tração, e pomares. Nesta sequência do centro de Itaquera para a Vila Santana havia as chácaras do Sr. Aguilari, dos Bevillacqua, Sr. Abidias Tavares, a chácara dos Carvalhos, a casa do tenente Navarro, a chácara do Teléco, enfim, todas elas usavam como cercas enormes ciprestes, cuja circunferência dos troncos era de cerca de 1,75m. Para abraçá-los, duas ou três pessoas tinham que dar as mãos…
O POÇO QUE ACABOU COM O CAMPO
“…Este último, o Teléco, jogava no time de futebol do ‘Itaquera Futebol Clube’, que tempos depois foi refundado com o nome ‘Santana Itaquerense F.C.’, um dos primeiros clubes de futebol da região.
Este rapaz, aborrecido com os dirigentes do clube por ser retirado do time por falta de ‘técnica’, comprou o terreno do meio do campo de futebol onde o time jogava, mandou furar um poço de água e uma fossa, e cercou sua propriedade, acabando com o campo.
Ainda na Vila Santana, a partir da chácara do tenente Navarro, havia uma chácara com uma grande e bela sede construída, de propriedade do italiano Sr. Manocchio, que ocupava toda uma quadra entre as ruas Palmarino Calabrez, Carolina Fonseca, Rua Jataizinho e Francisco Rodrigues Seckler.
Como um bom italiano que era, tinha uma grande plantação de uvas, destinadas à fabricação de vinho. Neste terreno, hoje está construído um dos orgulhos de nossa região, o Liceu e um dos Campos da Universidade Camilo Castelo Branco, cuja direção teve o cuidado de preservar íntegra a sede da chácara em toda a sua beleza original…”
CARTÓRIO DE PAZ
“…Na Rua Francisco Rodrigues Seckler, do lado oposto a chácara do Sr. Manocchio, erguia-se a grande casa ‘Vila Maria’, que primeiro foi a sede do Cartório de Paz de Itaquera, em 1931, e depois foi residência da família Afonso Pena, uma maravilha da arquitetura do início do século passado, mas que não resistiu aos golpes da marreta do progresso, para dar lugar a um conjunto de sobradinhos.
Continuando à direita na mesma rua e descendo-a, havia as casinhas geminadas utilizadas pelo Cel. Seckler como escritório imobiliário, seguida da propriedade do Sr. João Rodrigues. E, por último, na esquina, o edifício construído para comércio, cujo proprietário Sr. Gino Tambeline cedeu para abrigar a sede do Santana Itaquerense Futebol Clube, fundado em 1957 pelo Sr. Astrogildo Pereira e o português Sr. José Coelho, além de outros companheiros de futebol.
EMPÓRIO
“…Na Rua Francisco Rodrigues Seckler há uma travessa, ao lado esquerdo da Igreja Santana, onde havia 2 casinhas do tipo edícula, uma ligada à outra que diziam ser a casa do sacristão e a do padre.
Ligadas às casas, havia uma construção maior, em bom terreno, dotada de cocheiras, servida por uma entrada de quase 4 metros e protegida por um forte e grande portão de madeira. O terreno onde existia este salão, com uma casa contígua, era de propriedade do Sr. Gino, que mais tarde vendeu a propriedade para a Dona Águida, de nacionalidade húngara.
Tempos depois, ela alugou o imóvel para o português Sr. José Coelho, que vinha da Mooca com sua esposa, a romena Dona Julia Stanojev Coelho e filhos, onde instalaram um empório no ano de 1950, data em que chegaram a Itaquera.
Pelo grande portão de madeira, passava a carroça e o cavalo utilizados como transporte e entrega de mercadorias aos fregueses e por onde entrava a junta de bois, com as cargas de lenha e mercadorias que supriam o empório de secos e molhados.
A venda funcionou por 25 anos seguidos, quando em 1975 passou o ponto para seu futuro genro, José Augusto Nunes Grilo, também português, da província de Figueira da Foz…”
CHICO PEIXEIRO
“…Em seguida, na esquina entre as ruas Francisco Rodrigues Seckler e Miranorte (antiga Caio Alegre), havia uma casa de esquina de propriedade do espanhol Francisco Roldan (Chico Peixeiro), sua esposa era Dona Natividade a parteira de Itaquera, cuja história é contada no texto de inauguração deste espaço, construído por ele próprio e que se destinava ao comércio.
Ao lado, moravam as irmãs espanholas Dona Clotilde e Luiza, responsáveis pelo trato das roupas e paramentos dos sacerdotes, e de Bernardo e Tomás, ambos sacristãos.
Seguindo ainda, já quase no fim da rua, havia a chácara de 2.000 metros quadrados cuja construção data de 1905 e ainda resiste em todos os seus traços originais.
Continuando a descer a Rua Francisco Rodrigues Seckler, sentido São Miguel, chegava-se à casa de Dona Carolina, depois a do Sr. Costabille Giannella e sua esposa Dona Ercília (Ciloca), e depois à casa do Sr. Miguel Guerreiro.
Ainda vizinho à igreja morava o Sr. Carlos Cinti, de origem italiana, e sua esposa Dona Leonor, e onde ainda mora parte de sua família. Em seguida, era a casa do Sr. Valdomiro, funcionário ferroviário da Central do Brasil e sua esposa, Romilda…”
O SAPATEIRO
“…Depois chegamos no local onde havia o terreno e a casa do Sr. Luiz Pepe, um excelente sapateiro, que mais tarde serviu como a penúltima sede do Santana Itaquerense Futebol Clube, que hoje dá lugar a um conjunto de sobrados.
Atravessando a Rua Marcos Parente, mantendo-se ainda na Rua Francisco Rodrigues Seckler, chegamos em 2 casas construídas em 1952: a do Sr. Nicola Riveline e Dona Maria ‘Manca’, avós de Clodomiro Riveline, o ‘Quito’, hoje um dos maiores escultores domiciliados na cidade turística de Embu das Artes, interior de São Paulo.
Em seguida havia a chácara de propriedade da família Mercier, de origem francesa, vizinha da família Chamas, originária da Turquia. Depois, a residência da família Capano, de origem italiana, e após a casa da família Nakamura.
Seguindo temos a casa do Sr. Antonio Bananeiro, um senhor viúvo, pacato, bonachão, que tinha sua carroça e seu cavalo branco ‘Manhoso’ e um cachorro mestiço com pastor como companheiros, sem contar com o cantar dos pássaros ‘Anús’, o coachar dos sapos e rãs do brejo e do rio que ficava ao lado…”
BREJO, ARGILA E TIJOLOS
“…Esta casa e a do Sr. Miguel Guerreiro eram as últimas casas da rua, onde uma porteira fazia limite com um brejo. Este brejo era uma região alagada periodicamente pelas cheias do Rio Jacu, e de onde os irmãos Ciro e Duirdo retiravam a argila que enchiam suas carroças puxadas por burros, e depois era levada para sua olaria, onde outros animais tratavam de girar as rodas das pipas para amassar o barro. Assim eram batidas em formas, empilhadas e, levadas ao forno de onde saiam lindos tijolos vermelhos.
Esse brejo estendia-se à esquerda, fundo das citadas propriedades por toda a margem do riozinho Jacu, até os terrenos das olarias. E, neste local, mais tarde, em 1957, foi feita a ponte para se atravessar o rio e chegar no Campo do Santana I.F.C.
Era uma pinguela58 feita com dois troncos não muito grossos, que servia para o pessoal que morava na fazendinha passar para chegar até a Vila Santana, caminho de passagem para as vendas, igreja, estação, etc…”
O POÇÃO
“…Afastado cerca de 30 metros da ponte, havia o Poção, uma lagoa larga e funda onde a criançada nadava.
Nesta fazendinha, em uma grande e majestosa casa de 8 cômodos, que por muitos anos achamos que fosse a sede da Casa Pintada, morava a família do Carlito, Geraldo, sua mãe e irmãos, e havia várias árvores frutíferas como caqui, pêssego, goiabas e muitas peras.
Nesta propriedade também havia uma pequena casa de tijolos rebocada, onde morava, desde meados de 1935, a ‘Nêga’ Joana, como era chamada, uma senhora não muito velha, forte, resoluta, muito trabalhadora e que sempre dizia que não levava desaforo para casa.
Depois da fazendinha, naquela região e muito longe das outras casas, havia a casa da Dona Beatriz, uma negra esbelta com seus 50 anos, que fazia diariamente o caminho de sua casa até a Vila, e vice-versa, para pegar roupa para lavar e, entregar para seus clientes, cerca de 3 km de várzea.
Voltando até a encruzilhada, vindo da Rua Carolina Fonseca, frente à olaria do Guido Mangine, pelo lado esquerdo da rua, a casa grande da chácara do Sr. Augusto Leite e sua esposa Dona Cândida, ainda existente.
Atravessando a rua na encruzilhada pelo lado esquerdo (Rua Miranorte) há a casa do Rubens Ferreira, cuja alcunha era ‘orelha de cabra’ e a bela casa de Seu Luiz, na esquina, inclusive com piscina desde 1930, quando foi construída.
Seguindo nesta rua, depois de um terreno vazio na esquina, havia a casa da família Abreu, cuja patente era Cabo, depois Sargento, da polícia Militar de São Paulo, terminando a rua com a casa onde moravam a comadre e compadre ‘Caipirinha’, que fazia fronteira com mais terrenos vazios e brejos…”
BILHETERIA DOS CINEMAS
“…Ainda na Rua Francisco Alarico Bergamo havia a casa da família Rodrigues, onde o Sr. Mário, que era funcionário da companhia cinematográfica ‘Columbia Pictures’, usava um reloginho de controle de pagantes na bilheteria dos cinemas. Com o total de pagantes, preenchia um relatório, o qual era enviado para a empresa, que depois efetuava o pagamento pelas exibições realizadas.
Além deste, residiam nesta rua, sentido São Miguel, o Sr. Zé Perfume e família, Dona Iracema e família, a Família Saraiva, a família Paes dos Anjos, a Família do Botoca, da Dona Rosa, a Família Olímpio, a família do Dito Mineiro e a da família de japonêses Nakamura…”
CHÁCARA NAKAMURA
“…A região próxima à igreja de Sant’Ana era de relativa maior densidade demográfica da Vila, pois era próxima da Estrada ou Via Geral, que ligava São Miguel ao Centro de Itaquera.
Em toda a área compreendida após o rio, havia apenas a chácara do Sr. Nakamura, nada mais. Era uma grande gleba até a rua da ponte sobre o rio, que era feita de toras paralelas, dando a um lugar que era chamado de trampolim, largo e fundo, onde as crianças nadavam.
O lugar continuou sendo frequentado até mesmo depois da construção da Av. Imperador, que somente foi existir até a Pires do Rio em meados de 1968-1869.
A Rua Francisco Alarico Bergamo chamava-se antigamente Rua Monsenhor Seckler, homenagem ao irmão do Coronel Seckler, e se estende da Av. Pires do Rio até a Av. Imperador…”
ÁRVORES FRUTÍFERAS, VERDURAS E TEMPERO
“…Na esquina com a Av. Pires do Rio, onde hoje está instalado o escritório regional da OAB-Itaquera, havia uma chácara muito grande, com muitas árvores frutíferas como caquis e jabuticabas e, no outro extremo, na esquina com a Av. Imperador, havia a chácara do Sr. Henrique Alemão, também dotada de grande pomar e hortas com plantações de verduras e temperos.
Como podemos ver, a região era composta por pequenas chácaras de subsistência, onde pequenas criações e lavouras faziam parte do dia a dia dos moradores e, quando a propriedade não produzia determinado artigo, costumava-se adquirir com o vizinho, e o pagamento podia ser em dinheiro ou em bens diversos, inclusive o escambo, o que não era incomum.
Desse ponto em diante pelo lado direito não havia nesse tempo casa alguma, até a Rua Rainha da Noite, que a cruza, já próximo da Av. Imperador.
Próximo desta chácara, morava a Dona Joana, uma senhora alta, forte e simpática, muito esclarecida. Quase em frente a esta chácara, tinha uma outra casa grande que morava a família do Sr. Clementino.
Por essas ruas, picadas e atalhos é que se ia cortando caminho para São Miguel e, quebrando para a esquerda, sentido Leste, ia para o Itaim, lugar de pesca e caça, principalmente de rãs.
Era um local muito bonito, gostoso e procurado pelas famílias para piqueniques, pois havia bonitas lagoas e lindos campos e bosques…”
PESCA NO RIO VERDE E JACU
A cada página reina a imaginação de como a região era incrivelmente arborizada e sustentável. Confira no depoimento:
“…Neste tempo era possível pescar em todos os rios, como o Rio Verde e o Rio Jacu. Eram abundantes os peixes como lambaris, carás ou acarás, mandis, bagres e, à noite, era a hora de se pescar traíras, camarões, caranguejos, enguias e até cágados…”
Esperamos ter passado algumas informações importantes sobre Vila Santana e Itaquera. Comente aqui sua experiencia e conhecimento de fatos sobre estes locais e sobre estas pessoas. Caso queira mais informação a respeito recomendo fortemente a leitura do livro
História e estórias do povoamento e gentes de Vila Sant’Ana e Itaquera.
Créditos para o Marco Antonio Stanojev Pereira, Antonio Pacheco Pereira e Valquiria Stanojev Coelho Pereira, autores do Livro História e estórias do povoamento e gentes de Vila Sant’Ana e Itaquera. Recomendo a leitura para quem gosta e quer saber mais sobre a história de Itaquera.
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