A cidade de São Paulo não fica devendo nada para capitais de países desenvolvidos quando o assunto é a gestão ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos.
A declaração acima é da diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Veronica Sánchez da Cruz Rios, e foi dada ao final de uma visita que ela e técnicos da Agência fizeram a três das sete unidades operacionais da concessionária Ecourbis Ambiental, em 17 de julho.
Acompanhada do diretor-presidente da SP Regula, João Manoel da Costa Neto, e da diretoria da Concessionária, a comitiva da ANA conheceu a Estação de Transferência Vergueiro (ETV), equipamento que foi modernizado em 2022 e tem sido utilizado pela Cetesb como referência para licenciar estações de transbordo no estado de São Paulo. O equipamento é fundamental à logística da limpeza urbana na cidade. No local, diariamente, de segunda-feira a sábado, uma média de 1.500 toneladas de resíduos domiciliares recolhidas pelos caminhões nas subprefeituras do Ipiranga, Vila Prudente, Vila Mariana e Jabaquara são transferidas para carretas, que têm capacidade para transportar a carga de mais de 2 caminhões. Dessa forma, a coleta nos setores é feita de forma mais ágil, o número de veículos em circulação diminui e há redução na emissão de CO2.
Outra unidade que a equipe da ANA conheceu foi o Aterro Sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste. O empreendimento recebe aproximadamente 7 mil toneladas de resíduos diariamente, de segunda-feira a sábado, volume gerado pela população que reside em 19 das 32 subprefeituras que existem na capital paulista, nas zonas sul e leste. O diretor-presidente da Ecourbis, Ervino Nitz Filho, adiantou para os profissionais da ANA as soluções tecnológicas que serão implementadas no local para transformar a gestão de resíduos sólidos na cidade. Para tanto, entre outras inovações, serão instalados equipamentos para separar mecanicamente os materiais passíveis de reciclagem da fração orgânica, processo que permitirá a produção de CDR, o Combustível Derivado de Resíduos. Outra novidade será a instalação de Unidades de Recuperação Energética (UREs), equipamento que vai assegurar a geração de energia elétrica através do tratamento térmico dos resíduos.
A última parada da visita foi na Central Mecanizada de Triagem – CMT Carolina Maria de Jesus, que tem capacidade para separar até 250 toneladas de materiais recicláveis por dia. A comitiva ficou impressionada com o grau de modernidade da unidade, que passará por uma ampliação em breve. O presidente da Cetesb, Thomaz Miazaki de Toledo, disse ter ficado surpreso com a escala de separação de resíduos e pontuou que, como a cidade de São Paulo faz diversos investimentos para aprimorar a gestão de resíduos, é possível afirmar que a capital paulista está no caminho certo.
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A diretora-presidente da ANA, Veronica Sánchez, destacou que a ANA tem o papel de editar normas de referência para o setor de saneamento no Brasil. “Sendo a cidade de São Paulo e as concessionárias que operam no município referência em tecnologias e modelos que podem ser replicados nacionalmente, viemos conhecer as diversas etapas das operações para que possamos compreender como funciona para transformar e traduzir isso em uma melhor regulação.”
A exemplo de Tomaz, ela disse ter ficado surpresa com a escala em São Paulo. “O tamanho da população atendida e volume de resíduos que é tratado são gigantescos, e a agilidade com que os processos são feitos é impressionante. Saber que dá certo e funciona nessa escala é muito importante para replicar para outras cidades”, finalizou.




