CMN e Banco Central endurecem regras de segurança para o Open Finance

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Conselho Monetário Nacional e Banco Central atualizam regras de segurança, transparência e governança para o Open Finance no Brasil.
CMN e Banco Central endurecem regras de segurança para o Open Finance
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O Conselho Monetário Nacional e o Banco Central aprovaram novas diretrizes para o compartilhamento de dados no Open Finance. O movimento busca elevar os padrões de proteção e transparência para o consumidor e para as empresas que utilizam o sistema financeiro aberto.

As resoluções conjuntas estabelecem obrigações mais rígidas de monitoramento e governança, dando ao correntista maior autonomia para gerenciar quem acessa suas informações financeiras. A medida chega para consolidar a infraestrutura digital do país frente ao crescimento contínuo de novas tecnologias aplicadas ao crédito e aos serviços bancários.

Mais controle e consentimento específico para o usuário

A principal alteração imposta pelas autoridades monetárias diz respeito ao consentimento do cliente. Agora, a autorização para tráfego de dados precisa ser estritamente específica para cada entidade parceira envolvida no processo. Isso elimina permissões amplas e garante que o cidadão saiba exatamente qual instituição está consultando seu histórico.

Além disso, as instituições participantes ganharam a obrigação legal de monitorar ativamente essas parcerias tecnológicas. Caso qualquer indício de vulnerabilidade seja detectado, o fluxo de dados deve ser imediatamente suspenso para evitar vazamentos ou usos inadequados das informações sigilosas.

Governança corporativa e responsabilidade da diretoria

A fiscalização sobre a segurança do ecossistema deixa de ser uma atribuição restrita aos departamentos de tecnologia da informação. As novas regras determinam que conselhos de administração e diretorias executivas assumam a responsabilidade direta pelo cumprimento das normas de compartilhamento de dados.

Com essa mudança institucional, o risco cibernético passa a integrar o núcleo das decisões estratégicas dos bancos. As cúpulas corporativas precisam responder diretamente por falhas na governança de parceiros ou por omissões diante de situações de risco sistêmico.

Novas facilidades voltadas para empresas

O ambiente corporativo também foi contemplado com flexibilizações importantes na jornada de consentimento. Empresas que dependem de fluxos complexos de governança interna poderão descentralizar as autorizações entre diferentes representantes legais.

Dessa forma, diretores e gestores conseguem conduzir etapas de aprovação em momentos distintos, respeitando os estatutos sociais e as alçadas de decisão de cada companhia. A adaptação simplifica o acesso a linhas de crédito e propostas financeiras customizadas no mercado.

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