Alerta da ONU aponta que El Niño pode ser o mais forte em quatro décadas

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Organização Meteorológica Mundial alerta que o El Niño pode atingir intensidade histórica e superar registros das últimas quatro décadas.
Alerta da ONU aponta que El Niño pode ser o mais forte em quatro décadas
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A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um alerta nesta quarta-feira (21) indicando que o fenômeno El Niño pode alcançar uma intensidade sem precedentes, superando os padrões observados nas últimas quatro décadas. O aviso reforça a preocupação global com as alterações drásticas nos regimes climáticos em várias regiões do planeta.

Segundo a secretária-geral da agência, Celeste Saulo, o aquecimento das águas do oceano Pacífico deve impulsionar ondas de calor extremas, além de desregular o regime de chuvas. Nas previsões dos especialistas, o cenário aponta para períodos de seca severa em determinadas áreas, enquanto outras regiões correm o risco de enfrentar inundações de grande proporção.

Impactos do aquecimento global e novas projeções

As avaliações climáticas divulgadas indicam que o aquecimento global pode superar projeções anteriores, mesmo sob cenários considerados otimistas. Estima-se que as temperaturas médias globais subam entre 1,7 e 1,8 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até meados do século atual.

Apesar da expansão recente de fontes de energia renovável e do avanço de políticas ambientais em diversas nações, o relatório oficial aponta que cortes mais rígidos nas emissões de poluentes continuam sendo urgentes para evitar cenários catastróficos.

Desafios para as metas de emissão de gases

O documento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) destaca que as emissões globais de gases de efeito estufa precisariam cair 18% em relação aos patamares de 2025 até o final desta década. No entanto, os compromissos atuais assumidos pelos governos projetam reduções muito abaixo do necessário.

Sob as políticas vigentes, a projeção aponta para um aquecimento de 2,8 graus Celsius até o ano de 2100. Caso os países cumpram integralmente as metas prometidas, a alta estimada é de 2,6 °C, patamares que acendem o sinal amarelo entre cientistas e diplomatas.

Negociações internacionais e o futuro do Acordo de Paris

Diante do cenário desafiador, lideranças globais articulam novas estratégias para a próxima rodada de debates na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, conhecida como COP31, que ocorrerá na Turquia. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou que os governos não devem abandonar os esforços para conter os desastres naturais agravados pelas mudanças climáticas.

A meta estabelecida no Acordo de Paris de 2015 previa manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2 graus, buscando alcançar o limite ideal de 1,5°C. Com o avanço rápido das mudanças climáticas, cientistas avaliam que estratégias de remoção de carbono em larga escala serão fundamentais para tentar reverter o quadro até o final do século.

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