As seis cidades paulistas que atingiram a pontuação máxima em saneamento no Brasil

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Seis cidades paulistas atingem nota máxima no Ranking ABES 2026. Entenda o impacto do saneamento na saúde e os investimentos recordes no estado.
Estado de São Paulo também se destacou por concentrar 86% das cidades na categoria mais alta do ranking – Foto: Divulgação/Governo de SP
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Excelência no saneamento: o modelo paulista em destaque

O estado de São Paulo consolidou sua posição de liderança no setor de infraestrutura básica ao emplacar as seis únicas cidades brasileiras a atingirem a nota máxima no Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026. Elaborado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, o levantamento avaliou 2.558 municípios, abrangendo 80% da população nacional e todas as capitais do país.

As cidades de Leme, Jales, Cardoso, Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí alcançaram a marca de 500 pontos, o desempenho ideal segundo a metodologia do estudo. O resultado é reflexo de um esforço concentrado em investimentos, que ganharam tração após a desestatização da Sabesp, responsável pela operação em cinco desses seis municípios, com exceção de Leme.

Indicadores de saúde e qualidade de vida

Mais do que números em uma planilha, a nota máxima reflete diretamente na saúde pública local. O Ranking ABES estabelece uma correlação direta entre a universalização dos serviços e a redução de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). Condições como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide, que sobrecarregam o sistema público, apresentam índices drasticamente menores nas cidades que atingiram a excelência.

Em 2024, municípios como Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí registraram zero internações por essas patologias. Em contrapartida, cidades distantes da universalização enfrentam médias alarmantes de quase 199 internações por 100 mil habitantes. Esse cenário evidencia que o saneamento básico é, antes de tudo, uma política preventiva de saúde pública.

Metodologia e o caminho para a universalização

A pontuação de 500 pontos é atingida apenas por municípios que alcançam 100% de eficiência em cinco pilares fundamentais: atendimento com rede de água, cobertura de rede coletora de esgoto, tratamento do esgoto coletado, coleta de resíduos sólidos e destinação final adequada do lixo. Os dados utilizados baseiam-se no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA).

O estado de São Paulo demonstra um avanço expressivo ao concentrar 81 das 94 cidades brasileiras na categoria “Rumo à universalização”. Nenhum dos 599 municípios paulistas avaliados figurou na faixa mais baixa do ranking, demonstrando uma política de estado consistente que prioriza a infraestrutura urbana.

Investimentos recordes e metas antecipadas

O cenário de otimismo no setor é impulsionado por um volume de recursos sem precedentes. Com a desestatização da Sabesp, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029, desafiando os prazos estabelecidos pelo Marco Legal do Saneamento. A companhia registrou, em 2025, um aporte histórico de R$ 15,2 bilhões, um salto de 120% em relação ao ano anterior.

O planejamento estratégico prevê um total de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, dentro de um contrato de concessão que se estende até 2060. Esse fluxo de capital busca não apenas manter a excelência nas cidades que já atingiram a pontuação máxima, mas elevar o padrão de todo o território paulista.

Para acompanhar os desdobramentos sobre infraestrutura, políticas públicas e o impacto dos investimentos no seu município, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso compromisso é levar até você informações relevantes, apuradas com rigor e contextualizadas com a realidade do estado de São Paulo.

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