Celular entre crianças tem queda inédita e segurança vira principal preocupação dos pais

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Pesquisa do IBGE aponta queda inédita no uso de celular por crianças de 10 a 13 anos, com foco crescente em segurança e privacidade digital.
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© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Mudança de comportamento nas famílias brasileiras

Uma mudança significativa no comportamento das famílias brasileiras foi registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE. Pela primeira vez desde o início da série histórica em 2016, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que possuem telefone celular apresentou queda. O índice atingiu 55,2% em 2025, representando um recuo de 1,5 ponto percentual em comparação ao ano anterior.

O dado revela uma alteração na prioridade dos responsáveis. Enquanto em anos anteriores o preço do aparelho ou a falta de necessidade eram os motivos mais citados para a ausência do dispositivo, a preocupação com a privacidade e segurança assumiu o topo da lista. Atualmente, 32% dos pais apontam esse receio como o fator determinante para restringir o acesso, um número que praticamente dobrou desde 2022.

O impacto da exposição digital e restrições escolares

O analista do IBGE, Gustavo Fontes, aponta que o grupo de 10 a 13 anos foi o único a registrar essa retração, enquanto outras faixas etárias mantiveram o crescimento no uso de tecnologia. O cenário reflete um debate crescente sobre os riscos da exposição precoce de menores ao ambiente virtual, incluindo redes sociais e conteúdos inadequados.

Além da vigilância parental, o ambiente escolar também passou por transformações. Em 2025, a implementação de leis que restringem o uso de celulares dentro das salas de aula tornou-se uma realidade em 92% das escolas. Essa medida, somada à cautela das famílias, contribuiu para uma leve queda no acesso à internet entre esse público, que passou de 84,9% para 84,4%.

Inclusão digital na terceira idade

Enquanto o uso de dispositivos recua entre os mais jovens, o movimento é oposto entre os idosos. A população com mais de 60 anos tem se integrado cada vez mais ao mundo digital, com 74,5% dos brasileiros nessa faixa etária utilizando a internet em 2025. O crescimento é expressivo, representando um aumento de 29 pontos percentuais em relação a 2019.

Diferente das crianças, o principal obstáculo para a conectividade dos idosos ainda é a dificuldade técnica ou a falta de conhecimento sobre como manusear as ferramentas. Contudo, a necessidade de acessar serviços bancários, que atingiu 74,2% dos usuários, e a digitalização de serviços públicos têm servido como um forte estímulo para que esse público busque letramento digital.

Conectividade e hábitos da população

O Brasil vive um momento de consolidação da vida online. Pela primeira vez, mais da metade da população conectada (52,7%) utiliza a rede para realizar compras de bens e serviços. As atividades mais comuns permanecem ligadas à comunicação e entretenimento, com destaque para chamadas de voz e vídeo, utilizadas por 95,3% dos internautas.

O Fato Paulista segue acompanhando de perto as transformações sociais provocadas pela tecnologia e seus impactos no cotidiano das famílias. Nosso compromisso é levar até você uma análise aprofundada sobre como o Brasil se conecta, se protege e evolui em um mundo cada vez mais digital. Continue acompanhando nossas reportagens para se manter bem informado sobre os temas que moldam o nosso país.

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