Caps de SP passam a oferecer atendimento para vício em apostas e jogos de azar

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Para oferecer esse tipo de acompanhamento, os Caps deverão contar com equipes preparadas para lidar com casos de dependência, incluindo psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais.
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou ´uma lei que cria o Programa Estadual de Conscientização e Tratamento aos Malefícios dos Jogos de Apostas Online e Cassinos Físicos. A iniciativa tem como objetivo enfrentar o crescimento da dependência em apostas dentro dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Para oferecer esse tipo de acompanhamento, os Caps deverão contar com equipes preparadas para lidar com casos de dependência, incluindo psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais. Estão previstas ainda terapias em grupo e parcerias com universidades, entidades especializadas e organizações da sociedade civil para ampliar a rede de acolhimento.

O número de brasileiros que se deram conta que as apostas se tornaram um vício e procuraram ajuda profissional nos Centro de Apoio Psicossocial (Caps), do Sistema Único de Saúde (SUS), aumentou nos últimos anos. A quantidade de atendimentos passou de 413 em 2021 para 1.265 em 2024, o que representa um aumento de 206%, segundo dados do Ministério da Saúde.

No âmbito nacional, o aumento tem sido considerado um desafio para a pasta. O ministro Alexandre Padilha afirmou que a Saúde está “contratando pesquisas para entender melhor o impacto” dos jogos na saúde mental dos brasileiros e na rede pública de saúde.

— Temos um desafio novo na saúde, que é o problema do vício nos jogos, que já impacta a saúde brasileira. Já aumentou a presença nos Caps de pessoas que vão lá e revelam isso, e eu acho que a grande maioria nem revela — afirmou

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Número de pacientes subestimado

Segundo levantamento sobre o impacto das bets na Saúde e Economia divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em maio, na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) faltam profissionais especializados e até mesmo espaço físico para o tratamento.

“Há problemas na articulação entre as áreas responsáveis, falta de indicadores específicos para monitorar o problema e poucas campanhas de conscientização sobre os riscos do vício. Além disso, o número de atendimentos registrados como jogo patológico pode estar subestimado e as ações para detectar precocemente casos de dependência são limitadas”, diz o relatório do TCU.

Os jogos de apostas on-line cresceram sem controle no país desde que a atividade foi legalizada em 2018. A regulamentação só entrou em vigor em janeiro deste ano. sanções, incluindo suspensões de operação.

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