A Seleção Brasileira masculina de futebol concluiu sua fase de testes antes da Copa do Mundo com uma vitória por 2 a 1 sobre o Egito. O amistoso, realizado neste sábado (6) no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, marcou o último compromisso do técnico Carlo Ancelotti para ajustar a equipe antes do início do torneio mundial. Mais de 64 mil torcedores acompanharam de perto os últimos movimentos da equipe canarinho, que agora foca na estreia oficial.
O confronto serviu como um termômetro final para Ancelotti, que aproveitou a oportunidade para observar diferentes formações e jogadores. A partida foi um misto de momentos de brilho ofensivo e falhas defensivas, elementos que certamente serão analisados pela comissão técnica nos dias que antecedem a competição principal.
Caminhada rumo ao hexa: estreia e desafios na Copa do Mundo
Com o amistoso contra o Egito no retrovisor, o foco da Seleção Brasileira se volta inteiramente para a Copa do Mundo. O próximo sábado (13) marcará o início da jornada em busca do tão sonhado hexacampeonato, com a estreia contra Marrocos. A partida acontecerá às 19h (horário de Brasília) no MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco que promete estar lotado para o primeiro desafio brasileiro.
Após o embate com os marroquinos, a equipe de Ancelotti terá mais dois compromissos pela fase de grupos. No dia 19 de junho, o adversário será o Haiti, em jogo marcado para as 21h30 no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. A participação brasileira no Grupo C será encerrada em 24 de junho, contra a Escócia, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami. A expectativa é que, até lá, a equipe já esteja com o entrosamento ideal e a estratégia bem definida.
Análise tática e movimentações em campo
Carlo Ancelotti promoveu diversas alterações na escalação em relação à goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã, no domingo anterior (31 de maio). Jogadores como Léo Pereira, Bremer, Alex Sandro, Matheus Cunha e Luiz Henrique, que foram titulares no Rio de Janeiro, deram lugar a Ibãnez, Marquinhos, Lucas Paquetá e Igor Thiago, respectivamente, no duelo contra o Egito. A rotação visava testar a profundidade do elenco e dar ritmo a diferentes atletas.
Uma ausência notável foi a de Neymar. O atacante, que se recupera de uma lesão na panturrilha direita sofrida em 17 de maio, permaneceu em tratamento na concentração da seleção em Nova Jersey, não viajando para Cleveland. Sua recuperação é acompanhada de perto, sendo uma peça-chave para o esquema tático brasileiro.
Os primeiros minutos da partida foram marcados por falhas que resultaram em gols. Aos seis minutos, o volante egípcio Mohannad Lashin hesitou na saída de bola e foi desarmado por Bruno Guimarães na entrada da área, que finalizou com precisão para abrir o placar para o Brasil. A vantagem, contudo, durou pouco.
Apenas quatro minutos depois, foi a vez da defesa brasileira cometer um erro. O zagueiro Marquinhos recuou a bola sem força para o goleiro Alisson, e o atacante Mostafa Abdelraouf, conhecido como Ziko, se antecipou para empatar a partida, aproveitando a oportunidade com frieza.
Aos 15 minutos, um momento de preocupação para a comissão técnica. O lateral-direito Wesley sentiu a virilha após uma finalização e precisou ser substituído por Danilo. O jogador, ex-Flamengo e atualmente na Roma, não conteve as lágrimas no banco de reservas, aguardando um diagnóstico mais preciso sobre a possível lesão.
Mesmo com o gol de empate e a saída de Wesley, o Brasil buscou manter a intensidade e criar oportunidades. Vinícius Júnior, aos 25 minutos, invadiu a área pela esquerda, mas seu chute de direita saiu fraco, facilitando a defesa do goleiro Mostafa Shobeir. Pouco depois, Raphinha e Igor Thiago também pararam em grandes intervenções do arqueiro egípcio, que se destacou na primeira etapa.
Segundo tempo e a busca por entrosamento
Assim como no amistoso anterior contra o Panamá, Ancelotti realizou uma série de substituições no intervalo, alterando grande parte da equipe. Entraram Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick, substituindo Alisson, Marquinhos, Ibañez, Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Vinícius Júnior e Igor Thiago, respectivamente.
Foi justamente um dos jogadores que entraram na segunda etapa que garantiu a vitória brasileira. Aos seis minutos, Raphinha recuperou uma bola no campo ofensivo e cruzou rasteiro da esquerda. A jovem promessa Endrick apareceu na área para finalizar e recolocar a Seleção de Ancelotti na frente do placar.
As diversas substituições, tanto do lado brasileiro quanto do egípcio, acabaram por diminuir a intensidade do jogo nos minutos finais. O técnico italiano ainda promoveu as entradas de Alex Sandro e Gabriel Martinelli nas vagas de Douglas Santos e Raphinha, completando um time inteiro de alterações. Apesar da entrada de Mohammed Salah, astro do futebol mundial, na etapa final, o Egito não conseguiu criar grandes chances, e o placar não foi mais alterado em Cleveland.
A vitória, ainda que em um amistoso, reforça a confiança da equipe para a Copa do Mundo. Os ajustes finais serão feitos nos próximos dias, enquanto a comissão técnica e os jogadores se preparam para a grande estreia. Para acompanhar todos os detalhes da jornada da Seleção Brasileira e outras notícias relevantes, continue conectado ao Fato Paulista, seu portal de informação atualizada e contextualizada.




