Brasil define metas para ciência e tecnologia em plano estratégico até 2034

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Governo federal estabelece diretrizes para ciência e tecnologia até 2034. Novo plano de ação visa integrar especialistas e fortalecer o setor.
Brasil define metas para ciência e tecnologia em plano estratégico até 2034
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O governo federal oficializou um novo roteiro para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Por meio da Portaria nº 10.226, publicada na última quarta-feira (28), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) instituiu a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que norteará as ações do setor ao longo da próxima década, abrangendo o período de 2024 a 2034.

O documento funciona como a bússola central para a gestão pública na área. Ele será o principal instrumento de planejamento para a formulação, implementação e monitoramento de políticas públicas, programas e projetos que visam impulsionar a inovação em território nacional. A medida busca garantir que o investimento em pesquisa tenha continuidade e objetivos claros pelos próximos dez anos.

Plano de ação para o próximo quadriênio

Para tirar as diretrizes do papel, a estratégia prevê o desdobramento em um Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, focado no intervalo de 2027 a 2031. A norma estabelece um prazo de 120 dias para que as iniciativas, metas e ações práticas sejam detalhadas, garantindo que o planejamento estratégico não fique restrito ao campo das ideias.

A execução desse plano será acompanhada de perto por um grupo de trabalho específico, criado pela mesma portaria. Este colegiado terá a responsabilidade de coordenar todas as etapas de elaboração, assegurando que as metas sejam condizentes com as necessidades reais do sistema de inovação brasileiro.

Articulação entre especialistas e governo

A composição do grupo de trabalho reflete uma tentativa de integrar o conhecimento acadêmico à gestão governamental. A coordenação ficará a cargo da secretaria-executiva do ministério, contando com o suporte técnico de especialistas e representantes de instituições de peso no cenário científico brasileiro.

Entre os nomes envolvidos na construção das novas diretrizes estão integrantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A presença desses atores visa qualificar o debate e garantir que a política científica seja fundamentada em evidências e necessidades setoriais.

As atribuições do grupo incluem a definição de metodologias, a criação de cronogramas rigorosos e a articulação entre as diversas unidades do ministério e os demais membros do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Após a consolidação das contribuições técnicas, a proposta final será submetida à ministra da pasta para aprovação.

O Fato Paulista segue acompanhando os desdobramentos desta estratégia e como as metas estabelecidas impactarão o fomento à pesquisa no Brasil. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre as decisões que moldam o futuro tecnológico e científico do país.

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